domingo, 10 de fevereiro de 2008

Ser Arquivista é…

(como nos concursos)

Hipótese a) um eufemismo para uma função qualquer de secretariado.

Hipótese b) alguém que trabalha num arquivo “morto”, tipo um depósito de papel que já não precisamos, cheio de pó e sem grande utilidade , onde não se percebe porque é que alguém quer trabalhar.




Dedicado ao que pensa a grande maioria das pessoas que, quando me perguntam “o que faz” eu respondo “Sou Arquivista” .

8 comentários:

Paula Crespo disse...

Por mim, tanto a a) como a b) são válidas...
...
...
...
...
OK, estava a brincar ;-))
Ser arquivista, bem como ser bibliotecário, é o tipo de profissão que, pelo menos em Portugal, não tem o reconhecimento devido. É mais um testemunho da ignorância, atávica e mais ou menos generalizada. Desconhece-se a importância destes serviços para a dinâmica das organizações ou o bem- estar das comunidades locais. Devo lembrar que nos EUA, as bibiotecas públicas desempenham uma função importante no quotidiano dos cidadãos. É dos filmes!!...
Grande parte dos portugueses ainda pensa na bibiotecária como a velhota de carrapito e óculos na ponta do nariz, e nas bibliotecas, como armazéns de livros empoeirados. Quanto à figura do arquivista, então nem se fala! É já tempo de dizer que nem as bibliotecas nem os arquivos são o que eram antigamente. Tudo mudou, e também estes serviços se modernizaram e estão, em regra, perfeitamente aptos a dar resposta às necessidades da sociedade do séc. XXI.
Convidaria todos a fazerem umas visitas, quer a bibliotecas, quer a arquivos, e a descobrirem as diferenças em relação ao passado!...

Oliver Pickwick disse...

Está enganada acerca do que pensam de você, querida Leonor. É certo que esta profissão não é tão lembrada como a de um astro da MTV, no entanto é essencial, realmente imprescindível. E, acredite, muitos tem esta consciência.
Beijos!

Ka disse...

Leonor,

Antes de mais assino por baixo o que a Paula disse.
De facto neste país não se dá o mínimo valor....infelizmente a esta profissão. E aqui é apenas uma natural consequência da nossa ignorância cultural e do nosso desleixo enquanto povo.

Beijinho

Leonor disse...

Paula
pois, isso de como nos vêm tem que se lhe diga, mas realmente, e não sei porquê, aqui os arquivos estão sempre atrás das bibliotecas... vou-te dar um exemplo: no blog, para fazer o registo do meu perfil, tive que me registar como museus/bibliotecas, sim que não havia cá arquivos!!! Claro que depois escrevi Arquivista já não sei aonde, mas são estas pequenas coisas onde dá para ver a diferença... e o google que eu saiba é norte americano, onde os arquivos são muito bem tratados.
Já para não dizer que alguém algures está a fazer estatísticas disto e eu estou a contar ... como BIBLIOTECÁRIA!!! Não acho bem!!! Mais curioso do que isso é que não há arquivistas na blogosfera...

Em relação às hipóteses, enfim, mal por mal, sempre prefiro a a) porque meeexe mais...

Agora a sério, eu como já trabalhei em todas as àreas dos arquivos, percebo que não seja a prioridade nº 1 das organizações, claro. Se bem que às vezes esse raciocinio é falacioso. Ter um arquivo bem organizado é uma forma de garantir a boa gestão. Aliás eu acho sempre que nos arquivos se vê sempre quem passou à frente dos serviços; podem-se "ler" coisas muito curiosas nos arquivos.
E os arquivos correntes/dos serviços de hoje são os arquivos históricos de amanhã.

E com esta me vou

Leonor disse...

Oliver
sim, realmente entre arquivista e estrela da MTV vai uma certa distância...
mas sim, tem razão, estou a caricaturar. Há vinte anos, quando comecei a trabalhar era bem mais dificil ter reconhecimento. Por outro lado, também não fico à espera do reconhecimento; há coisas que também têm de partir de nós.
O mundo muda, as organizações e as suas necessidades de informação também, e nós temos mais é que nos sabermos adaptar a tudo isso.
ou então ficamos mesmo num depósito qualquer à espera que cheguem mais caixas...
beijos

Leonor disse...

Ka

é, se perguntarmos às pessoas, de uma forma geral, garanto que a resposta é uma destas duas.
Mas o que é engraçado é que as pessoas não pensam que os arquivos estão presentes nas suas vidas em quase tudo: quando pedem um certidão de nescimento... esse documento está num arquivo, claro, e isso é válido para todos os documentos que andamos para aí a pedir ao longo da nossa vida, só que nem nos lembramos disso!!!
Algumas das medidas do SIMPLEX, por exemplo, e as desmaterializações dos processos, vão criar arquivos digitais, que também vão ter de ser conservados. Vivemos rodeados de documentos, quer em papel, quer em qualquer outro suporte. Só não pensamos neles como arquivos. Mas são!!!
beijinho

Andreza disse...

Olá Leonor, eu estava navegando na internet à procura da "oração do arquivista", isto é, se existe. rs Acabei encontrando o seu blog e fiquei alegre em encontrar uma arquivista - coisa rara =) -. Sou estudante de Arquivologia aqui no Brasil.

Foi um prazer "conhecê-la" e gostei das duas hipóteses à respeito dos arquivistas rs.

Abraço

Leonor disse...

Andreza

è sempre um prazer receber arquivistas aqui no Registos, tem razão, somos tão raros a identificarmo-nos como tal, pelo menos. já vou dar um pulo no seu canto.

volte sempre e bom fim de semana