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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Quotidianos


Não é um pintor que eu conheça muito bem, mas a sensação que tenho sempre que olho para os quadros de Edward Hopper, é que se podia tratar de um qualquer instantâneo nosso, actualizado o vestuário…

Claro que não me vejo exactamente na senhora do comboio, mas, de algum modo, também viajo nestas imagens, com alguma nostalgia.

Ora vejam:


:





Dá para imaginar uma qualquer história, não é?

E se quiserem ver a vertente mais contemplativa, carreguem aqui.

domingo, 13 de julho de 2008

Olhar O Mundo



Na actual pluralidade cromática, de luminosidade, cheiros, materiais e conceitos, onde, de facto, só precisamos de estar atentos e olhar, um passeio (a pé) por outros bairros conduziu-me ao que eu procurava: a Perve Galeria, em Alfama.

O objectivo, a exposição Olhar O Mundo. Se ainda não tinham dado por ela, apressem-se, só está até dia 26 deste mês… e se vale a pena:)))

Comecei por ficar logo com os olhos presos numa Figura Feminina de Sónia Delaunay, reproduzida aqui ao lado, mas a exposição tem muito mais pontos de interesse ao longo de um percurso que acompanha uma (verdadeira) casa em Alfama; conheci pintores que não conhecia e fiquei verdadeiramente encantada com o que vi de Cruzeiro Seixas. Vale tanto a pena que não sei se lá não voltarei outra vez.


Entretanto, e para quem não conhece, aqui ficam algumas imagens que achei mais interessantes, respectivamente, Cesariny, Glenda Sburelin, Joana Concejo e, como não podia deixar de ser, a Paisagem da Alma, de Cruzeiro Seixas, onde a minha ficou mais detalhadamente.


















Seria injusto da minha parte terminar o post sem destacar a forma amável como ali fui acolhida: aqui ficam os meus agradecimentos.
As imagens são retiradas do site da Perve Galeria.

terça-feira, 27 de maio de 2008

O Convento dos Cardaes



Na Rua do Século, nº 123, quase sem se dar por ele, e por vezes mais visitado por estrangeiros do que por portugueses, existe uma pequena maravilha: o Convento dos Cardaes.

Um dos motivos que o torna tão visitável é sem dúvida a sua azulejaria representando a vida de Santa Teresa de Ávila, verdadeira obra prima holandesa, assinada por Jan van Oort, mas também poderíamos falar da talha, pintura, embrechados… porque não experimentar e ir até lá?

Desde 1876 que o Convento foi cedido à Associação de Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos.
Cabe, desde então, às Irmãs Dominicanas a orientação do Convento numa obra de apoio a pessoas com deficiências profundas.
Nessa perspectiva foi aberta ao público uma zona do Convento para visitas e eventos culturais dos mais diversos. De igual modo e porque de monumento histórico se trata, foi iniciado o seu restauro, bem como o seu estudo por investigadores, dando origem a um livro sobre o Convento.

Só é justo dizer que muito do desenvolvimento do Convento nestes últimos anos se deve à Irmã Ana Maria, que, com a sua persistência, boa vontade e permanente sorriso vai conseguindo os necessários apoios, planifica, está lá todos os dias a assegurar que as coisas estão a correr bem

O Convento dos Cardaes está aberto todos os dias das 14,30 às 17,30, com visitas guiadas.

Irá também realizar o seu Jantar anual nos claustros no próximo dia 21 de Junho, às 19,30h, cuja receita reverterá para o restauro do Convento e para as actividades de Verão da sua obras social.
Durante o jantar haverá um Concerto de Guitarras com Percussão e Dança Oriental, com as seguintes presenças:

Luísa Amaro – Guitarra Portuguesa
António Eustácio – Guitolão
Tiago Pereira – Percussão oriental
Gonçalo Lopes – Clarinete
Rita Fontes – Dança oriental

De uma forma ou outra, não deixem de conhecer o Convento: vale a pena a visita, já a fiz várias vezes!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Conhecer Pessoas




Conhecer pessoas é sempre um desafio.
É que, para além da pessoa, conhecemos também os seus gostos, as suas leituras, as suas músicas, etc., no que se pode revelar um admirável mundo novo.

Vem esta conversa a propósito da Exposição Recortes de Fantasmas da Ana Fraga. Ficam a saber, desde já, que a conheço, claro. Pior: conheço-a porque trabalhamos na mesma instituição, embora não a desempenhar as mesmas funções, e se há sítio onde é difícil conhecer pessoas é mesmo no nosso local de trabalho.


Assim, foi com especial interesse que visitei ontem a sua exposição, a cuja inauguração faltei, por motivos que não vêm agora ao caso.

E fiquei completamente rendida ao «mundo» dos Recortes de Fantasmas da Ana. Trata-se de um projecto de criação de personagens, baseado nos trabalhos de Sophie Calle, como refere a autora, mas, diria eu, com uma interpretação muito própria.
São assim apresentadas dez telas com as silhuetas de dez homens e dez recortes pintados em mdf da silhueta da autora em tamanho natural. Cada par tem um título e texto que os agrega e pode ter ou não um zoom.

Aqui vos deixo um dos meus casais preferidos: o poeta segurador, pedindo desde já desculpa pela não inclusão do texto, que pode ser lido e visto na Galeria Corrente d’Arte, na Avenida D. Carlos I, nº 109.

Acreditem que vale a pena a visita.