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quinta-feira, 3 de abril de 2008

Um fim de tarde em dois actos



1º Acto – Desloquei-me hoje, ao fim da tarde, ao Arquivo Histórico Ultramarino (AHU), para assistir a uma conferência. E foi um verdadeiro viajar no tempo, já que o AHU foi o primeiro arquivo em que, nos idos de 1986, tive uma intervenção profissional, fruto de um estágio que ali fiz com a minha amiga PG, e que recordo com boas memórias quer pelo bom acolhimento que sempre tivemos, quer pelo trabalho que ali efectuámos.
Para além disso o AHU, instalado desde 1929 no Palácio da Ega, à Junqueira, tem entre a sua documentação a Secção Ultramarina da Biblioteca Nacional e o Ministério das Colónias ou do Ultramar, possuindo documentação desde o século XVI até 1975.
Dado que o seu acervo constitui a memória de cinco séculos de Portugal no mundo, é o mesmo extremamente rico, sendo muito interessante nele fazer pesquisa. Já para não falar na sua riqueza iconográfica e cartográfica, da qual vos dou uma pequenissima amostra nestes três marcadores de livros...
2º Acto - O motivo da visita foi uma conferência sobre O Palácio dos Saldanhas à Junqueira, proferida por Cristina Barbosa da Cruz e comentada por José Sarmento de Matos, olisipógrafo que dispensa apresentações.
O tema em si, resultante da tese de mestrado de Cristina Barbosa da Cruz, é interessante, já que faz a história do edifício onde se situa actualmente o AHU, tendo para o efeito que falar na família que o habitou, das relações sociais à época, da arquitectura, etc., enfim fazendo deste final da tarde um momento bem passado.
E que me fez conhecer melhor esta cidade em que sempre vivi e trabalhei.

sexta-feira, 28 de março de 2008

As Inquirições gerais de D. Dinis em 1284: registar para administrar



Ao mandar inquirir, em 1284, nos julgados de Figueiredo, de Sever, de Cambra, de Fermedo e de Cabanões informações sobre as propriedades, os bens do rei e o que existia nas localidades de uma forma geral, D. Dinis estava, não só a dar uma sequência lógica às anteriores inquirições de 1220 e 1258, ampliando aliás esse registo visto que já era detentor de alguma informação , como também a proceder ao que chamaríamos actualmente o cadastro do Reino.

Contendo informações de carácter económico, administrativo, de índole social ou eclesiástica, passando pela onomástica e toponímia, em boa hora foram ontem trazidas a lume com Introdução, leitura e índices do Professor José Augusto de Sotto Mayor Pizarro, em edição da Academia das Ciências de Lisboa.

Uma fonte essencial para a compreensão da época.