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domingo, 14 de março de 2010

A oriente algo de novo



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Poderia dizer que sempre foi um tema que me interessou, claro, facto que se aliou à vontade de saber mais sobre uma zona do mundo que, todos os dias, nos entre pela casa dentro, seja pela televisão ou jornais, e nem sempre pelos melhores motivos.
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Assim, quando descobri um curso que desse algumas pistas para a compreensão deste imenso imbróglio político e geográfico (entre outras coisas) que se chama o Médio Oriente, achei que valia a pena perder algumas manhãs de sábado e aprender algo mais. E, tendo começado ontem, posso já dizer que valeu mesmo a pena.
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Mas, e para além do curso, descobri um recurso informativo de que ainda não me tinha apercebido... o centro de documentação da Fundação Oriente, com catálogo disponível on line.
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Vale a pena espreitar. Apesar de ter um horário proibitivo para quem trabalha (das 10.00 às 18.00, em dias úteis) pode ser uma forma de tomar conhecimento sobre uma multiplicidade de assuntos e países que não se encontram facilmente nas nossas bibliotecas.
Para além do que, nada impede um contacto via e-mail.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Memórias do Mundo

E porque as memórias têm tendência para ir aumentando, fazendo novas ligações, abrangendo novos assuntos, aqui fica o registo de um programa da UNESCO que vale a pena conhecer: trata-se da Memória do Mundo, programa destinado a encontrar, classificar, tornar acessível e preservar memórias em todo o mundo.
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Ambicioso nos seus objectivos, é um programa extremamente importante para a memória da Humanidade, não apenas necessariamente aquelas coligidas por arquivos, bibliotecas e museus.
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Até dia 30 de Abril, está a decorrer um breve questionário sobre este programa. E porque não dar a nossa opinião/informação sobre aquilo que, para os seus fins, consideramos pertinente?
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Ña verdade, este programa vive das memórias de todos nós!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Novos recursos

E quando pensamos que já não inventam mais nada de especial, aqui ficam as imagens de uma biblioteca, algures na Holanda (não me deram a localização precisa), com uma ideia interessante: bancos que passeiam connosco. Ora vejam:
Verdade seja dita que nalguns museus eram mais necessários, já que passar um dia a andar por museus é cansativo!!! E quantos deles não têm cadeiras para descansarmos ou simplesmente apreciarmos com mais atenção uma qualquer peça exposta! (O novo Museu do Oriente padece, aliás, desse mal...)

sábado, 20 de setembro de 2008

Os documentos, os livros e o marketing


A distância que medeia o tempo em que os Arquivos eram considerados um bem precioso para a instituição, e por isso mesmo fechados num cofre, normalmente com três chaves, distribuidas por três pessoas, ou das Bibliotecas arrumadas em estantes com correntes para que os livros não fossem levados, e o nosso é certamente muita.


A abertura, possibilidade de acesso, empréstimo domiciliário, serviços educativos e novas formas de encarar a profissão e o serviço que se presta não podem, de facto, ser comparáveis nem sequer ao século XIX.
Afinal, não é em vão que vivemos na Sociedade da Informação, e, embora cada vez mais ela seja digital e rompa fronteiras físicas e temporais, nem tudo está disponível on line e nem toda a gente tem possibilidade de aceder a uma ligação à WWW.
No entanto, devo dizer que duas sessões do excelente curso Marketing do Livro, que estou a tirar na Booktailors bastaram para me aperceber que muito pode e deve ainda ser feito. Uma área um pouco descurada na nossa formação, diria eu, mas que poderia operar pequenos milagres nalguns Serviços de Informação cuja estratégia de actuação muitas vezes não encontra eco na procura por parte dos utilizadores.
Aqui fica a notícia.

sábado, 3 de maio de 2008

Entretanto, noutras latitudes, outras bibliotecas, outras integrações.

Conheça aqui o Bibliomigra, projecto italiano que inclui uma biblioteca multi-étnica ambulante. Nela podem-se encontrar livros, jornais e revistas em mais de 20 línguas.

Não se limita a ser uma tradicional biblioteca que tem livros para ler, antes pelo contrário: tem um carácter experimental educativo que, através de actividades como dança, leitura em várias línguas, teatro e música promove outras formas de integração, onde o integrado também contribui com a sua cultura para a integração da comunidade que o acolhe com as novas realidades multi-étnicas em que as nossas cidades se transformaram.

Um projecto e conceito muito interessante, do qual tive conhecimento pela Catarina. (Olá Catarina).

quinta-feira, 6 de março de 2008

Há sempre almas caridosas

Tim Craven, professor na Universidade de Western Ontário, disponibiliza uma série de software livre com inegável interesse para quem anda pelas áreas das bibliotecas e arquivos mas não só.

Uma breve passagem de olhos pelos cinco programas que podem ser descarregados aqui, permitem-nos verificar que:

- ExtPhr32 - extrai todas as palavras e frases que ocorrem num documento, contabilizando-as (com algumas excepções, que se podem ver aqui);

- NEPHIS32 é um programa compilado (escrito em Delphi 6) para gerar índices usando NEPHIS (NEsted PHrase Indexing System). Mais informação aqui;

- TexNet32 disponibiliza aos seus utilizadores ferramentas de auxílio à escrita de abstracts- Mais informação aqui;

- TheW32 – programa para Microsoft Windows que permite criar e manter um Thesaurus. Veja mais aqui;

- XRefHT32 fornece uma variedade de funções que auxiliam na produção de índices baseados na Web. Descubra todas as potencialidades aqui.

É isto que é interessante no software livre. Haver alguém (um indivíduo ou um grupo de pessoas) a desenvolver programas dos quais todos podemos beneficiar gratuitamente.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Rankings de Conteúdos Culturais Portugueses na Internet

Com o advento da Web 2.0, todos os agentes culturais se vêm confrontados com um novo desafio: não chega ter presença on-line, mas é ainda necessário fomentar a interactividade, favorecer a comunicação com os utilizadores e promover a partilha de recursos.

No suplemento Digital do Jornal Público de 19 de Janeiro de 2008, foram convidados quatro webdesigners para analisar os sites de museus portugueses: Joana Carravilla (Seara.com) Nuno Frazão (View), Carlos Moreira (ESEC) e Paulo Moreira (VisualWork).

Boa navegabilidade, visita virtual à colecção, design apelativo, loja on line, interacção com os utilizadores, são alguns dos pontos fortes referidos, ou seja, conteúdos sim, mas com coerência e facilmente acessíveis.

No outro lado da questão, destacam os problemas dos sites institucionais limitados, a modelos predefinidos, bem como o símbolo de acessibilidade w3C, nem sempre usado com rigor.

Deixo-lhes aqui, para que possam dizer de vossa justiça, a lista dos Museus, e respectivos sites, ordenados com a classificação atribuída:

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Software Livre: novas oportunidades para arquivos e bibliotecas?

O software livre (ou open software, open source), traz, como se sabe, quatro grandes vantagens:

  1. a liberdade de executar o software, para qualquer uso;
  2. a possibilidade de estudar o funcionamento de um programa e adaptá-lo às suas necessidades:
  3. a liberdade de distribuir cópias
  4. a possibilidade de proceder a alterações que beneficiem o programa, podendo as mesmas serem tornadas públicas, facultando-as assim a toda a comunidade de utilizadores

Numa era globalizada e em rede o software livre surge com o projecto GNU lançado por Richard M. Stallman, depois de, em 1984, ter surgido a "Free Software Foundation".

Naturalmente os serviços de gestão de informação não poderiam ficar alheios a tal questão.

Que ferramentas se encontram disponíveis em Portugal?

- Sistema de Gestão e Administração de Bibliotecas

Koha - http://www.koha.org/

Programa desenvolvido na Nova Zelândia, utilizado por diversas bibliotecas do mundo. Veja aqui a apresentação feita pelo Instituto de Informática do Ministério das Finanças.

- Sistema de Gestão de Documentos/Arquivos

ALFRESCO - http://www.alfresco.com/

Programa que gere a criação, armazenamento e recuperação de documentos. Veja aqui uma pequena descrição e aqui o projecto da IGAC para a sua implementação.

A Associação de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas (BAD) vai realizar um curso sobre o assunto, dado pelo Eng. Rafael António.

Sugestão de leitura:

Open access in context: a user study / David Nicholas, Paul Huntington and Hamid R. Jamali

in Journal of Documentation, Vol. 63, N. 6, 2007

sábado, 12 de janeiro de 2008

O Ataque à Razão


No novo livro do Al Gore, o Ataque à Razão, publicado por cá pela Esfera do Caos, existe um capítulo (o 5), dedicado ao ataque ao Indivíduo.
Mencionando alguns exemplos de invasão da vida privada dos cidadãos, percorre algumas situações onde isso é visível, com a aplicação do Patriot Act. Se alguns dos exemplos são fáceis de entender e visíveis nos arquivos, já outros são claros exemplos de cerceamento da liberdade individual, informando de um caso que nunca tinha ouvido:
o FBI podia ir a qualquer biblioteca solicitar uma lista das pessoas e livros que estavam a ler, bastando para isso afirmar que tal medida era necessária para uma investigação de segurança, obrigando ainda os bibliotecários a guardar silêncio de tais pedidos, sob pena de prisão (p. 162), situação essa relatada por bibliotecários norte americanos.


Vem isto a propósito de reflexões que venho fazendo sobre protecção da vida privada nesta era globalizada e onde o combate ao terrorismo se sobrepõe, por vezes, aos direitos individuais.

Conseguimos, por exemplo, contar o número de vezes que somos filmados por dia e saber por quem, quanto tempo são guardadas essas imagens e com que fins? só para dar um exemplo, claro...