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terça-feira, 8 de junho de 2010

Flavienses


Nascida, criada e sempre tendo morado e trabalhado em Lisboa, sou daquelas pessoas que não tem "terra" para onde ir nos fins de semana grandes ou Natal.
Até porque a minha família mais próxima também emigrou toda para Lisboa... Mas fico sempre nostálgica quando vejo ou leio qualquer coisa sobre Chaves (terra de meu pai) ou Portalegre (terra de minha mãe).
Esta semana, calhou a vez a Chaves. Recebi a informação do blog dos museus flavienses, e esse facto chegou para reviver um pouco o passado.





Aqui fica a peça do Museu de Janeiro: o Padrão dos Povos, que sempre considerei lindo!!!
E se não sabem o que é, podem ser ir para fora cá dentro... do blog, quanto mais não seja.
Então tenham uma boa semana!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Nós digitais





Nestas coisas da informática e da internet, vou-me sempre metendo aos poucos, sem paciência para formações ou explicações muito alongadas, até porque… obviamente me esqueço de tudo se não praticar.

Já tenho o blog, já estou no Linked in (embora nunca lá vá), e no Facebook (onde vou de vez em quando) … falta a barreira do twitter, que me suscita curiosidade, embora não saiba bem o que fazer com “aquilo”. Já para não dizer tempo para andar a saltar nesta imensa informação e redes…

Enfim, mas como há sempre coisas a acontecer em todo este mundo digital, lá terei que perder um tempo a experimentar. Até porque, (e esta lenga-lenga vem a propósito disto) no próximo dia 17 de Dezembro, qualquer pessoa pode participar do seminário interactivo on line do Victoria &Albert Museum (Londres) e o Women's Museum And Institute for the Future (Dallas), cujo número de seguidores no twitter ascende aos 24.000!!!

A ideia é ouvir em directo um especialista em marketing digital e media de cada Museu, apontando as vantagens do twitter em cada organização, claro

Para saberem mais, ou registarem-se acedam aqui.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Memórias do Mundo

E porque as memórias têm tendência para ir aumentando, fazendo novas ligações, abrangendo novos assuntos, aqui fica o registo de um programa da UNESCO que vale a pena conhecer: trata-se da Memória do Mundo, programa destinado a encontrar, classificar, tornar acessível e preservar memórias em todo o mundo.
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Ambicioso nos seus objectivos, é um programa extremamente importante para a memória da Humanidade, não apenas necessariamente aquelas coligidas por arquivos, bibliotecas e museus.
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Até dia 30 de Abril, está a decorrer um breve questionário sobre este programa. E porque não dar a nossa opinião/informação sobre aquilo que, para os seus fins, consideramos pertinente?
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Ña verdade, este programa vive das memórias de todos nós!

quarta-feira, 4 de março de 2009

Corpus, o museu do corpo humano

Já conhecem? Chama-se Corpus, e parece que é a nova maravilha da técnica lá para os lados da Holanda… Inaugurado em Março do ano passado (as notícias chegam um pouco tarde por estes lados), dá para ver pelas imagens que deve ser interessante. Sim, porque temos que nos ficar pelas imagens, já que o site, mesmo quando passamos para inglês tem muita informação em neerlandês…






Temos que concordar que o edifício, no mínimo, é original! Mas muito bem pensado para este tipo de Museu, embora assim de fora não se perceba como se consegue articular uma estrutura destas com os percursos que tem.

Aqui fica um video de uma reportagem sobre o Museu:

E como agora estou muito atenta ao tema, aqui fica, como bónus, um pequeno vídeo extra sobre… o esqueleto humano, claro!!!

Então divirtam-se!!!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Vá para fora cá dentro: o Museu Rafael Bordalo Pinheiro



Num registo mais Teiquirisi (não conhecia esta palavra, mas acho deliciosa, mesmo que os abat jours cá em casa tenham nascidos, crescido e vão morrer abat jours, apesar da Academia das Ciências já dizer abajurs desde ???) ), mas não me atrevendo a escrever algo que saia fora do meu estilo habitual, aqui deixo notícia de um museu onde seguramente podemos apreciar a ironia e humor do criador que lhe deu origem.

Falo do Museu Bordalo Pinheiro, ao Campo Grande. Só a pessoa de Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) merece a visita, claro está, mas o novo programa museológico a que a reabertura do Museu, em 2005, deu a conhecer justificam perfeitamente a visita tornando-a muito agradável.

Para além da Biblioteca, onde, através deste link, podemos, em nossa casa, ter acesso a muitas das publicações editadas pelo próprio Rafael, lá visitamos alguns dos desenhos mais emblemáticos de Bordalo Pinheiro: O Zé Povinho, naturalmente, as relações com a Igreja, com a Política, não deixando também de evocar a cerâmica, verdadeiro projecto de cerâmica nacional.

Todos nós temos presente os pratos com couves e peixes que se vendem por aí. Para mim, no entanto, procurar e/ou comprar louça Bordalo Pinheiro implica ir às Caldas, à Fábrica propriamente dita, motivo de outro vá para fora cá dentro, passeio muito agradável, de resto.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Liceus vs Escolas Secundárias



Eu fui daquelas pessoas que, tendo entrado para um Liceu, saí duma Escola Secundária, já que apanhei a reforma do ensino pós 25 de Abril da qual, aliás, fui cobaia, sendo o meu ano o primeiro da reforma.


Enfim, com ou sem reforma, se há coisa que me lembre do meu Liceu/Escola Secundária ou que associe a ensino de uma forma geral são certamente as imagens parietais que nele existiam, dos mais variados temas.



Foi assim com agrado que tomei conhecimento das eExhibitions., um projecto englobado no Inventário e Digitalização do Património Museológico da Educação levado a cabo pela Secretaria-geral do Ministério da Educação.


Porque o ensino também tem memória.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Os salteadores do património perdido






Museu de Cabul: sistematicamente pilhado entre 1991 e 1996
Museu do Iraque pilhado em Abril de 2003. O seu director Mushin Asan, impotente, no museu.

A Guerra, directa ou indirectamente, é sem dúvida uma das maiores ameaças à conservação do património.

Mas não se pense que é a única.

Está patente ao público no Museu Nacional de Arqueologia a excelente exposição, que aconselho vivamente: História Perdida: uma exposição acerca do comércio ilícito de antiguidades no mundo, organizada pela Fundação Helénica da Cultura.

Com claros objectivos pedagógicos, a exposição traça a evolução histórica da noção de património histórico e património nacional, bem como do aparecimento das colecções e dos museus.
Percorremos assim casos sobejamente conhecidos como os do roubo dos mármores do Parténon por Lord Elgin em 1801, ou o saque da ilha de Chipre entre 1865 e 1876 e poderíamos apontar o caso do Iraque como um dos muitos deste século. Mas quantos outros foram feitos? Quantos museus enriqueceram os seus espólios com peças de origem duvidosa?
A verdade é que o tráfico ilícito de antiguidades é um mercado em expansão.
Embora a Convenção da UNESCO de 1970 para a “Adopção de medidas para proibir e impedir a importação, a exportação e a transferência ilícita da propriedade e de Bens culturais” esteja em vigor, o primeiro país que a assinou foi o Equador. Hoje em dia 109 países adoptaram a Convenção. Os Estados Unidos assinaram em 19883 e a Grã-Bretanha em 2003.

Mais importante que isso, o comércio de antiguidades passou a fazer-se com mais rigor, declarando os conservadores de museus que não iriam adquirir peças sem saberem a sua proveniência.
Thomas Hawing, director do Metropolitan Museum of Art terá dito, em 1970, “a era da pirataria acabou”. Nada podia estar mais errado. Porque, na impossibilidade de o próprio museu comprar se formaram grandes colecções privadas com origens desconhecidas, cujos proprietários muitas vezes passavam para as administrações de grandes museus. Porque peças roubadas aparecem nos museus anos mais tarde. Porque enquanto houver quem compre vai haver sempre quem venda.

E entretanto o nosso património perde-se. Falamos de museus. Mas também podiamos falar de bibliotecas ou arquivos: o panorama é o mesmo: em tempos de guerra saqueiam-se

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Rankings de Conteúdos Culturais Portugueses na Internet

Com o advento da Web 2.0, todos os agentes culturais se vêm confrontados com um novo desafio: não chega ter presença on-line, mas é ainda necessário fomentar a interactividade, favorecer a comunicação com os utilizadores e promover a partilha de recursos.

No suplemento Digital do Jornal Público de 19 de Janeiro de 2008, foram convidados quatro webdesigners para analisar os sites de museus portugueses: Joana Carravilla (Seara.com) Nuno Frazão (View), Carlos Moreira (ESEC) e Paulo Moreira (VisualWork).

Boa navegabilidade, visita virtual à colecção, design apelativo, loja on line, interacção com os utilizadores, são alguns dos pontos fortes referidos, ou seja, conteúdos sim, mas com coerência e facilmente acessíveis.

No outro lado da questão, destacam os problemas dos sites institucionais limitados, a modelos predefinidos, bem como o símbolo de acessibilidade w3C, nem sempre usado com rigor.

Deixo-lhes aqui, para que possam dizer de vossa justiça, a lista dos Museus, e respectivos sites, ordenados com a classificação atribuída: