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segunda-feira, 22 de março de 2010

Cores e Alices



Como não podia deixar de ser, lá fui ver a Alice do Tim Burton, da qual fiquei fã, já para não dizer que sai verdadeiramente embrenhada em cor.
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VEJAM! Vale realmente a pena.
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E podemos sempre tirar modelos para guarda-roupas e maquilhagens... de festas temáticas, claro.
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Tenham uma Boa Semana!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

A Biblioteca do Congresso no Youtube

Pois a Biblioteca do Congresso iniciou o seu canal no Youtube, se é que isto se diz assim... Quem o disse foi a Informação, blog que está sempre actualizado nestas coisas, e eu fui confirmar.
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Com os primeiros filmes dos Edison, cujas datas ultrapassam já os 100 anos, eis um canal a que vale a pena estar atento, dado a imensidão de recursos e conteúdos da Biblioteca.
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Entretanto, fiquem aqui com uma amostra desses primeiros filmes:

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Guerras


Tal como na Europa no final da última guerra, e na Ásia Menor após a derrota da Grécia pelos turcos de Kemal, a criação do Paquistão foi acompanhada de trocas de populações, cruel eufemismo que traduz a completa ruína de milhões de pessoas e a sua súbita transformação de cidadãos activos e radicados em miseráveis vagabundos. Era preciso separar o que estava unido e misturado havia séculos, arrancar populações inteiras aos seus lugares tradicionais e substituí-las por outras. Estas trocas deram azo a massacres de parte a parte (..)


Infelizmente estas palavras de Alberto Moravia continuam muito actuais…, mas como na vida nada é a preto e branco, já viram a Valsa com Bashir?

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Bons Dias

E, depois de um fim de semana meio engripada, com a luz e tempo que está hoje, apetece dizer (alto) Bom Dia:))
Não talvez de uma forma tão entusiástica, como no video abaixo, mas uns Bons Dias cheios de boa vontade...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Cyrano

E, falando em narizes, o dia não ficaria completo sem a famosa cena do nariz do filme Cyrano de Bergerac, desta vez (muito bem) interpretada por Gerard Depardieu

Aqui fica



domingo, 2 de novembro de 2008

Entre les murs


Ou A Turma, se preferirem.

Quando, no ano passado, as imagens filmadas pelo telemóvel de um aluno permitiram ao país tomar conhecimento do incidente passado numa sala de aula por causa de um outro telemóvel, num confronto entre aluna e professora, com a tristemente célebre frase: Dá-me o telemóvel já!
O país desatou a procurar culpas, a procurar soluções, a argumentar políticas de educação.
Mas, e no fundo, o país viu, ao vivo e a cores, o que se estava a passar nas nossas salas de aulas. Num incidente isolado, é certo, logo descontextualizado, mas mesmo assim, não menos perturbante.

Lembro este episódio porque ontem, ao ver o filme Entre les Murs, onde de resto estavam alguns professores, me recordei dele. Não exactamente por se passar algo no género, mas porque, ao longo do filme, que considero excelente, vamos “entrando” naquela sala de aulas, vamos partilhando o quotidiano daquela turma e o seu relacionamento entre professor e alunos.
Com uma diversidade étnica e multicultural característica dos nossos tempos, mas sobretudo com um constante medir forças naquele microcosmos, o filme retrata exemplarmente a Escola como um dos componentes da nossa sociedade, onde se (tenta) educa(r).
Mas, como não há sistemas perfeitos, há alunos que se desinteressam, que saem do sistema, ou mesmo que dizem não aprender nada na Escola, há professores que se descontrolam, de quando em quando, há o desespero de não se conseguir chegar ao outro lado… mas não se deixa de tentar, e, no fundo, é esse lado humano, positivo que vai tornando o desenrolar do filme tão interessante quanto real.

A Escola faz naturalmente parte desse processo de socialização e aprendizagem, onde se formam os jovens, mas é apenas um dos elementos da Sociedade que o deve fazer. Voltando ao incidente do telemóvel do ano passado, foi obviamente chocante ver aquelas imagens na televisão, mas será que o divórcio entre o que se passa dentro de uma escola (entre les murs) e cá fora é assim tão grande? Isto é, a sociedade em geral pode assim tão facilmente sacudir as mãos e dizer que são questões que só se colocam nas Escolas? É óbvio que não!


segunda-feira, 21 de julho de 2008

E entretanto no Festival de Cinema de Berlim

Aqui fica o Melhor Filme na Classe Curta Metragem

festival de berlim -

sábado, 24 de maio de 2008

Atenta às notícias de Cannes, um livro interessante sobre duas importantes figuras da nossa cultura: Manoel de Oliveira e Agustina Bessa-Luís



“Há uma cena num filme de Manoel de Oliveira, o Vale Abrãao, em que um desconhecido, num restaurante, lhe oferece um prato de figos. Foi assim que meu pai abordou a jovem Laura, que estava vestida de preto, não por luto, mas por promessa. Casaram e não tiveram muitos meninos, só eu e meu irmão José Artur”

É com esta citação da Autobiografia de Agustina Bessa-Luís que Aniello Ângelo Avella inicia esta ligação entre literatura e cinema, presente nas obras de Agustina Bessa-Luís e Manoel de Oliveira.

Dissecando a escrita de Agustina, descreve-a como “uma espécie de escavação arqueológica dos sentimentos na tentativa de alcançar a origem, o Princípio do mundo, conforme o título de um filme famoso do cineasta.”

“Mas, como poderemos chegar ao mais íntimo do mais profundo da Natureza e da natureza humana, quando as tentativas de incursão se tornam tanto mais difíceis e obscuras quanto mais nos afundamos neste tipo de cousas?” pergunta Manoel de Oliveira referindo-se a Agustina.

O livro, edição da Universidade Federal de Minas Gerais, é bastante feliz nesta ligação a que não são naturalmente alheios nem o cineasta nem a escritora. Definitivamente a ler.

sábado, 3 de maio de 2008

Alive and kicking – Os Rolling Stones, Scorcese e a história da música, afinal uma parte da história do nosso tempo

Desde o início do seu blog que tenho dito à Paula que as suas críticas de cinema são muito boas, já me tendo levado a ir ver filmes que, à partida, não tencionava.

Ontem, ao ler a crítica ao filme Shine a Light, onde Scorcese filma os The Rolling Stones, permiti-me, pela primeira vez, discordar de uma perspectiva da carreira Scorcesiana talvez menos conhecida: a dos seus registos de bandas/ músicos. Conheço apenas três: a The Band – The last Waltz, Bob Dylan – No direction home e agora os Rollong Stones – Shine a light, que ainda não vi (se alguém conhecer mais, por favor diga-me). Todos têm, quanto a mim, uma mesma abordagem, uma escolha criteriosa do tipo de músicos e do tipo de registos que se quer passar à história.

Para mim, que não concebo viver sem música, é sem dúvida uma parte da minha história.

Mas voltando aos Stones, banda da qual sou fan, aqui fica um registo deles que sempre apreciei: You can’t always get what you want

E como continua o refrão:
but if you try sometime you find
You get what you need
para os mais exigentes, aqui fica a letra completa.


[chorus]I saw her today at a reception
A glass of wine in her hand
I knew she would meet her connection
At her feet was her footloose man
No, you can't always get what you want
You can't always get what you want
You can't always get what you want
And if you try sometime you find
You get what you need
I saw her today at the reception
A glass of wine in her hand
I knew she was gonna meet her connection
At her feet was her footloose man
You can't always get what you want
You can't always get what you want
You can't always get what you want
But if you try sometimes you might find
You get what you need
Oh yeah, hey hey hey, oh...
And I went down to the demonstration
To get my fair share of abuse
Singing, "We're gonna vent our frustration
If we don't we're gonna blow a 50-amp fuse
"Sing it to me now...You can't always get what you want
You can't always get what you want
You can't always get what you want
But if you try sometimes well you just might find
You get what you need
Oh baby, yeah, yeah!
I went down to the Chelsea drugstore
To get your prescription filled
I was standing in line with Mr. Jimmy
And man, did he look pretty ill
We decided that we would have a soda
My favorite flavor, cherry red
I sung my song to Mr. Jimmy
Yeah, and he said one word to me, and that was "dead"
I said to himYou can't always get what you want, no!
You can't always get what you want (tell ya baby)
You can't always get what you want (no)
But if you try sometimes you just might find
You get what you needOh yes! Woo!
You get what you need--yeah, oh baby!Oh yeah!
I saw her today at the reception
In her glass was a bleeding man
She was practiced at the art of deception
Well I could tell by her blood-stained hands
You can't always get what you want
You can't always get what you want
You can't always get what you want
But if you try sometimes you just might find
You just might findYou get what you need
You can't always get what you want (no, no baby
)You can't always get what you want
You can't always get what you want
But if you try sometimes you just might find
You just might find
You get what you need, ah yes...

E com esta me vou. Então bom fim de semana. E já agora vão ao cinema. E ouçam música.

terça-feira, 25 de março de 2008

Cinema de papel: os desenhos de Federico Fellini


Federico Fellini, esse cineasta que dispensa apresentações, não fez só cinema, como se poderá ver pela exposição patente na Cinemateca Portuguesa até ao final de Maio.

Do conjunto de 400 desenhos originais existentes no Arquivo da sua Fundação, a Cinemateca dá a conhecer 50, cuja característica comum é precisamente o facto de estarem ligados à sua actividade de realizador cinematográfico.

Uma exposição a não perder, mas da qual, infelizmente não há catálogo. Que encontrei, porém, na Fundação, donde retiro a imagem da Dolce Vita, patente na exposição.

domingo, 9 de março de 2008

Música em paz

Ontem, ao ler o artigo de Eduardo Cintra Torres no Público e a quem roubei o título, reparei que mencionava este projecto, do qual já tinha ouvido falar, mas que ainda não consegui ver no canal Mezzo.

Resolvi assim fazer uma pequena pesquisa deste projecto tão interessante e que continua tão actual.

O realizador alemão Paul Smaczny tem um documentário, de 2006, que está a passar no Mezzo, intitulado Knowledge is the Beggining. Nele, relata a história da orquestra fundada em 1998 pelo intelectual palestiniano Edward Said (1935-2003) e o pianista e maestro israelita Daniel Barenboim, composta por jovens israelitas e árabes.

O objectivo desta orquestra era, naturalmente, ultrapassar barreiras, escolhendo um meio neutro: a música. Teve assim como objectivo a realização de um concerto, que se deu em Agosto de 2005 na cidade de Rammalah, onde a "música do católico Beethoven foi tocada por judeus e muçulmanos", como refere o jornalista.

Para saber mais sobre esta iniciativa veja aqui, aqui e aqui.

Para saber do DVD, veja aqui e aqui.