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terça-feira, 16 de junho de 2009

No tempo dos calígrafos




... escrever tinha certamente outro significado, senão vejam os (magníficos) exemplos de Manuel Andrade de Figueiredo, 1670-1735.
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Tendo publicado, em 1722, a sua Nova Escola para Aprender a Ler, Escrever e Contar, que podem ler na totalidade aqui, nela apresenta vários alfabetos disponíveis para a arte da escrita.
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Mas, e para além da óbvia intenção pedagógica, Andrade de Figueiredo vai ainda apresentar páginas de escrita com moldura, de uma inigualável arte.
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Aqui ficam alguns exemplos.










quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Arqueologias

do saber e do escrever... neste caso a letra A

Ainda alguém se lembra de como foi ensinado a escrever/desenhar alguma letra??? Ou neste caso mais preciso a letra A ???

Pois o desenho das letras foi evoluindo ao longo dos tempos, de acordo com influências várias. Mas o estudo do seu ductus foi sempre essencial para a compreensão da feitura de cada letra. E compreender como se faz uma letra é meio caminho andado para a conseguir fazer / ler, o que para quem tem de as "decifrar" é essencial...
Leituras à parte, aqui ficam com uma evolução (rápida) da letra A









quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Escrever


Sempre que começa o ano escolar dou por mim a pensar se é desta vez que os miúdos deixam de aprender a escrever bem; isto é, se deixam de praticar caligrafia.
Com o mundo moderno tão cheio de computadores e de ofertas ao nível digital, a verdade é que a letra manuscrita vai progressivamente perdendo terreno perante essa uniformização dos caracteres impressos, que tanta gente prefere.
Mas nem sempre foi assim, claro, e a aprendizagem da escrita, num mundo não tão longínquo quanto isso, passava pela postura do
corpo e mão, desenho minucioso das letras maiúsculas e minúsculas (e de diferentes famílias de letras), aprendizagem do modo de preparação do instrumento de escrita e também pela preparação da própria tinta.
Aqui têm duas das imagens que, a própósito da Arte da Escrita, aparecem na Enciclopédia de Diderot & d'Alembert.
São apenas dois exemplos dos muitos que se escreveram sobre a escrita e o seu ensino, onde as variantes nos respectivos manuais de aprender a ler e escrever se identificavam pelo tipo de Escrita próprio de cada país, pelas suas característiacs próprias.
A eles voltaremos mais tarde ou mais cedo. A escrita é um mundo fascinante. Em todos os sentidos