
Sempre que começa o ano escolar dou por mim a pensar se é desta vez que os miúdos deixam de aprender a escrever bem; isto é, se deixam de praticar caligrafia.
Com o mundo moderno tão cheio de computadores e de ofertas ao nível digital, a verdade é que a letra manuscrita vai progressivamente perdendo terreno perante essa uniformização dos caracteres impressos, que tanta gente prefere.
Mas nem sempre foi assim, claro, e a aprendizagem da escrita, num mundo não tão longínquo quanto isso, passava pela postura do
corpo e mão, desenho minucioso das letras maiúsculas e minúsculas (e de diferentes famílias de letras), aprendizagem do modo de preparação do instrumento de escrita e também pela preparação da própria tinta.
Aqui têm duas das imagens que, a própósito da Arte da Escrita, aparecem na Enciclopédia de Diderot & d'Alembert.
São apenas dois exemplos dos muitos que se escreveram sobre a escrita e o seu ensino, onde as variantes nos respectivos manuais de aprender a ler e escrever se identificavam pelo tipo de Escrita próprio de cada país, pelas suas característiacs próprias.
A eles voltaremos mais tarde ou mais cedo. A escrita é um mundo fascinante. Em todos os sentidos