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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Laika


Quem me lê e/ou conhece, sabe que gosto de animais. Sempre gostei, e em casa dos meus pais houve um pouco de tudo: piriquitos, hamsters, cadelas, tartaruga, peixes...
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Com a passagem para a minha casa, passei a ter gatos, mas o gosto pelo todo manteve-se.
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Por isso mesmo, não podia deixar de assinalar aqui os 50 anos da Laika, de que a Marta me lembrou.
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Para quem não se lembra, a Laika era uma rafeira, (a melhor raça...) escolhida para fazer parte do programa espacial Soviético, tendo sido preparada exuastivamente e lançada com o Sputnik 2.
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O primeiro Sputnik, tinha sido lançado no dia 4 de Outubro de 1957, em plena Guerra Fria. Mas não era tripulado.
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Com o lançamento do Sputinik 2, a 3 de Novembro de 1957, no qual seguia, a cadela Laika, foi colocado o primeiro ser vivo em órbitra.

Aqui fica a lembrança

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Gatos e Poesia



Em tempos que já lá vão, quando podia andar, portanto antes de ontem, fui finalmente a uma livraria a que fazia questão de ir: a Poesia Incompleta, que recomendo vivamente.
Como palavra puxa palavra, acabei por sair de lá com dois livros sobre gatos, pois então, de uma autor que não conhecia: Rui Caeiro, mas de que vos deixo aqui alguns excertos.
Dormir ao sol, ser o dno da tua pequena ilha ao sol. Governá-la é: dominar o mundo, nada fazer.
As carícias do gato às vezes dão em arranhões. E daí? Não há amor, não há ternura que não deixem marcas.
E quando estás prestes a aborrecer-te, bocejas e adormeces. Dormes muito. Aborreces-te pouco.
Se eu fosse chão de pisar, era ainda a ti que havia de querer mais. Pela elegância, pela leveza.
Horas sentado, imóvel, olhando resignadamente em frente. De orelhas sempre tesas, atentas ao mínimo precalço.
Ao bater ligeiro de uma asa no ar, o corpo toma a postura de todo um exército em ordem de batalha.

Espavorido é quando melhor corres: para trás ficou o perigo, à frente o teu próprio corpo em fuga.
Não precisas de viajar. Tens a casa, tens o tecto ou tens o céu, tens um pedaço de rua. É o mundo.
Tens a tua selva: a alcatifa, as pernas das cadeiras...
Ora uma bola, fofa, que dorme, ora um elástico, tenso, que dispara.
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Por coincidência, no fim dessa tarde, passando pela Letra Livre, outra das livrarias das minhas predilecções e encontrei outro livro dele:
Peixinhos de Prata
Atacam o cerne da literatura e da escrita
não com os olhos ou o parco entendimento
mas com a boca, mas com os dentes
Espero que gostem!!!


domingo, 13 de abril de 2008