
Registos de baptismo, processos de naturalização, denúncias ao Tribunal do Santo Ofício, privilégios concedidos a estrangeiros… o que pode um conjunto destes (e outros) documentos atestar?O relacionamento entre os papéis, pessoas e os seus percursos permite o visionamento de uma exposição bastante interessante, patente no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, intitulada Os Arquivos no Diálogo Intercultural.
A exposição está dividida em 5 secções:
1 – Entre um nome e uma nacionalidade
(documentos que dão acesso, registam e legitimam a identidade nacional e os direitos relativos à mesma)
2 – Espaços da Cidadania
(documentos referentes a alguns dos direitos humanos relativos aos domínios do casamento, educação, saúde, trabalho e voto)
3 – Os que chegam e os que partem
(documentos relativos à circulação de pessoas, suas motivações e percursos)
4 – Os que vêm para ficar
(documentos relativos ao processo de instalação definitiva em Portugal)
5 – Nós e os outros – diálogos
(documentos relativos a esforços de promoção e limitação do diálogo intercultural em diferentes momentos da História Portuguesa)

E abrange um conjunto de 113 documentos que vai desde 1452 (um treslado) a 2006.
Uma ideia verdadeiramente interessante e que nos permite o contacto com documentos tão díspares como o registo de baptismo da filha de uma escrava de Damião de Góis, O nosso primeiro livro de leitura do Departamento Social e Cultural do Comité Central do PAIGC, ou o registo de cadastro de Miloud Bem Ali e acompanhantes, acrobatas, naturais de Marrocos, efectuado pela Inspecção Geral dos Teatros.
Vale a pena a visita. Pena é que não exista um catálogo impresso, como esta exposição merecia.







