quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Raul Lino e Cristino da Silva ou a importância dos arquivos de arquitectura

Nomes sobejamente conhecidos na história da arquitectura portuguesa, nunca é de mais realçar a importância que tem o estudo dos seus arquivos.

Foi assim com grande satisfação que assisti hoje à apresentação pública do Projecto Arquivos de Arquitectura da Biblioteca Geral de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.

Este projecto permitiu, no espaço de um ano, digitalizar 35.000 imagens, correspondentes a 1.181 registos relativos a 781 projectos de arquitectura de Raul Lino e Cristino da Silva, cujos espólios a Fundação possui.

Deste modo, tornou-se possível a sua divulgação e acesso on line no catálogo da Biblioteca, podendo fazê-lo no catálogo geral ou nas colecções digitalizadas.

Deixo-lhes a imagem da Casa do Cipreste de Raul Lino, que o próprio definia como um gato enrolado ao sol.

Mas a arquitectura portuguesa não se esgota, naturalmente, nos arquivos dos arquitectos, pelo que faz sentido aqui fazer referência ao excelente arquivo da antiga Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), actual Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (HRU), cujo sistema de informação pode ser visto aqui, laborioso trabalho desenvolvido sob a coordenação de João Vieira, membro aliás da direcção da Secção de Arquivos de Arquitectura do Conselho Internacional de Arquivos.

9 comentários:

Mocho-Real disse...

Navegando fora de águas e com reduzidos conhecimentos desta navagação, sei, contudo, que Raúl Lino é um nome a fixar na arquitectura portuguesa. Mais do que isto, seria "armar-me em entendido", coisa que não faço.
O Cine Teatro Tivoli, belíssimo, é dele, não é?

Lamento o meu reduzidíssimo contributo para este artigo.

Um abraço, se me permite.
Jorge G.

Ka disse...

Passei só para desejar um bom fim-de-semana e dizer que tens um desafiozito lá no BDK!

Beijinho

Luís Galego disse...

embora não seja da área da bad, tenho que reconhecer que este blog é um bom depósito de informação...aconselhável seria que passassem por aqui aqueles que como muito bem diz pensam que ser arquivista é algo da familia do secretariado.

um bom fim de semana...

Leonor disse...

Jorge

é sem dúvida. vale por isso a pena navegar na base e deleitar-se com alguns dos projectos.

Para ser franca não me lembro agora da autoria do Tivoli, mas vou averiguar e já informo

bom fim de semana

Leonor disse...

Ka

bom, a resposta já vem fora do contexto, mas bom fim de semana também para ti

Leonor disse...

Luís

ah, mas a ideia não é bem falar para a minha área é mostrar que a minha área está presente em todas...

bom fim de semana

Oliver Pickwick disse...

A digitalização é um dos maiores avanços no sentido de preservar as memórias de tempos idos, assim como dos dias atuais. Acredito que o seu trabalho, prezada amiga, tem duas fases, antes e depois da informática.
Beijos!

Anónimo disse...

Um pequeno contributo: o nome do artigo o arquitecto é Cristino da Silva.

Leonor disse...

anónimo

não sei quem é mas agradeço-lhe infinitamente a chamada de atenção. Não só tinha escrito mal no título do post, como no texto do post e nas etiquetas, o que é obra, dado que tinha o convite à frente, estava com a base da Gulbenkian tb ligada, enfim já para não dizer que em tempos trabalhei no arquivo da CML na área dos projectos de arquitectura, portanto tinha mais do que obrigação de não me enganar...
mas acontece
mais uma vez obrigado e se tornar a reparar em algum erro, por favor diga