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domingo, 2 de novembro de 2008

Entre les murs


Ou A Turma, se preferirem.

Quando, no ano passado, as imagens filmadas pelo telemóvel de um aluno permitiram ao país tomar conhecimento do incidente passado numa sala de aula por causa de um outro telemóvel, num confronto entre aluna e professora, com a tristemente célebre frase: Dá-me o telemóvel já!
O país desatou a procurar culpas, a procurar soluções, a argumentar políticas de educação.
Mas, e no fundo, o país viu, ao vivo e a cores, o que se estava a passar nas nossas salas de aulas. Num incidente isolado, é certo, logo descontextualizado, mas mesmo assim, não menos perturbante.

Lembro este episódio porque ontem, ao ver o filme Entre les Murs, onde de resto estavam alguns professores, me recordei dele. Não exactamente por se passar algo no género, mas porque, ao longo do filme, que considero excelente, vamos “entrando” naquela sala de aulas, vamos partilhando o quotidiano daquela turma e o seu relacionamento entre professor e alunos.
Com uma diversidade étnica e multicultural característica dos nossos tempos, mas sobretudo com um constante medir forças naquele microcosmos, o filme retrata exemplarmente a Escola como um dos componentes da nossa sociedade, onde se (tenta) educa(r).
Mas, como não há sistemas perfeitos, há alunos que se desinteressam, que saem do sistema, ou mesmo que dizem não aprender nada na Escola, há professores que se descontrolam, de quando em quando, há o desespero de não se conseguir chegar ao outro lado… mas não se deixa de tentar, e, no fundo, é esse lado humano, positivo que vai tornando o desenrolar do filme tão interessante quanto real.

A Escola faz naturalmente parte desse processo de socialização e aprendizagem, onde se formam os jovens, mas é apenas um dos elementos da Sociedade que o deve fazer. Voltando ao incidente do telemóvel do ano passado, foi obviamente chocante ver aquelas imagens na televisão, mas será que o divórcio entre o que se passa dentro de uma escola (entre les murs) e cá fora é assim tão grande? Isto é, a sociedade em geral pode assim tão facilmente sacudir as mãos e dizer que são questões que só se colocam nas Escolas? É óbvio que não!


quinta-feira, 1 de maio de 2008

Viver como um Homem diante de Deus

Ou quando nos entregamos, em comissão de trabalho, movidos pela fé, a um projecto educativo no contexto virtual emergente com uma crença no valor absoluto da educação.

E quando vemos o ecran como meio de acesso a novos mundos, para os quais podemos, à semelhança dos nossos antepassados, partir à descoberta, mesmo que não haja uma cartografia pré-estabelecida.

Para o meu irmão, cujo percurso e modo de estar na vida muito me orgulha, acabado de defender a sua tese de mestrado Projectos educativos no contexto virtual emergente, que também pode ser lido aqui.

Sursum corda!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

A língua portuguesa é muito traiçoeira


Fixe Exclamação que exprime entusiamo, alegria. Fixe! O professor não vai dar aula.
direitinho da página 1764 do 1º vol. ... do Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa.
A ideia não é minha, retirei do blog da Margarida Pino. Mas pareceu-me interessante divulgá-la.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Liceus vs Escolas Secundárias



Eu fui daquelas pessoas que, tendo entrado para um Liceu, saí duma Escola Secundária, já que apanhei a reforma do ensino pós 25 de Abril da qual, aliás, fui cobaia, sendo o meu ano o primeiro da reforma.


Enfim, com ou sem reforma, se há coisa que me lembre do meu Liceu/Escola Secundária ou que associe a ensino de uma forma geral são certamente as imagens parietais que nele existiam, dos mais variados temas.



Foi assim com agrado que tomei conhecimento das eExhibitions., um projecto englobado no Inventário e Digitalização do Património Museológico da Educação levado a cabo pela Secretaria-geral do Ministério da Educação.


Porque o ensino também tem memória.