
Ao mandar inquirir, em 1284, nos julgados de Figueiredo, de Sever, de Cambra, de Fermedo e de Cabanões informações sobre as propriedades, os bens do rei e o que existia nas localidades de uma forma geral, D. Dinis estava, não só a dar uma sequência lógica às anteriores inquirições de 1220 e 1258, ampliando aliás esse registo visto que já era detentor de alguma informação , como também a proceder ao que chamaríamos actualmente o cadastro do Reino.
Contendo informações de carácter económico, administrativo, de índole social ou eclesiástica, passando pela onomástica e toponímia, em boa hora foram ontem trazidas a lume com Introdução, leitura e índices do Professor José Augusto de Sotto Mayor Pizarro, em edição da Academia das Ciências de Lisboa.
Uma fonte essencial para a compreensão da época.
