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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Castanhas

E em Dia de São Martinho, nada como umas boas castanhas assadas, para aquecer as mãos, e tirar a barriga de misérias por desde o ano passado não comermos castanhas...
Enquanto isso, lembrar os vendedores de castanhas assadas, nestas imagens retiradas do Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Lisboa, esse excelente manancial de imagens para a história da cidade.















Aqui fica também uma alternativa às castanhas assadas, a castanhada. É óptimo:))

Castanhada
Ingredientes:
1,500 kg de castanhas
800 grs. a 1 kg de açúcar
1 vagem de baunilha

Confecção:
Coza as castanhas descascadas mas com pele.Despele-as em quente e passe-as pelo passe-vite.À parte, prepare uma calda de açúcar em ponto de pérola usando 1 kg de açúcar para cada quilo de puré de castanha.Depois de misturar a calda no puré de castanha, junte a baunilha e leve-a novamente ao lume, mexendo sempre até fazer estrada.Guarde-as em frascos bem fechados.
Retirado daqui

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Os Arquivos e as Memórias: O(s) Projecto(s) Bam, no Irão


A cidade de Bam, no Irão, se estão recordados, foi vítima de um violento terramoto que matou 30.000 pessoas, na manhã do dia 26 de Dezembro de 2003.

Se recordo aqui, agora, este trágico acontecimento, na primeira vez que se comemora o Dia Internacional dos Arquivos, passados que são 60 anos da criação do Conselho Internacional de Arquivos em Paris, no seio da UNESCO, é porque considerei que divulgar os dois projectos Bam que se desenvolveram em torno da salvaguarda das memórias fotográficas da cidade e dos seus habitantes constituiu uma dupla homenagem: aos arquivistas envolvidos nos projectos, mas sobretudo, aos ilustres anónimos (para nós) habitantes de Bam que podem assim manter e participar na elaboração das suas memórias (neste caso particular, fotográficas).

Se é certo que os Arquivos constituem a Memória de um Povo, de um País, não é menos certo que não existem sem que haja registos desse mesmo Povo…

Os Projectos Bam

- Depois do terramoto, e, quando lhes perguntavam “qual é o seu local favorito na cidade?” a maioria dos habitantes de Bam respondia: o cemitério. Quando se lhes perguntava porquê, respondiam simplesmente: “porque é onde as nossas memórias estão”.
De facto, 80% das famílias em Bam tinha perdido familiares no desastre, e a memória imediata estava irremediavelmente relacionada com a tragédia.

Foi assim desenvolvido um projecto único, criativo e inovador, pela Picture People, com a ONG Britânica Merlin e a ONG Suiça Terre des Hommes, dando a 100 homens, mulheres e crianças, máquinas fotográficas Kodak para que fotografassem a sua vida após o terramoto. Esta experiência produziu, como é natural, centenas de imagens e histórias, o que levou a que o projecto se tornasse anual, com o objectivo de se manter até 2010.

Simultaneamente, e sob a vontade de Parisa Damadan, desenvolveu-se o Bam Photographic Rescue Project, sustentado pela parceria com a AIDA Nedeerland, onde arquivistas holandeses asseguram a digitalização e controle de qualidade das imagens trazidas.
O objectivo deste projecto era (e é) salvar os espólios fotográficos das casas comerciais dos fotógrafos de Bam, existentes à data da tragédia. Salvar, portanto, um manancial de registos fotográficos dos habitantes de Bam que, de outra forma, não mais seria acessível para ninguém, nem para os próprios. Vale a pena visionar as imagens, que, de resto, não consegui copiar.
Bem como o pequeno filme feito por um realizador iraniano, logo após o terramoto, visionável mais abaixo.

No Dia Internacional dos Arquivos, é reconfortante acompanhar este caso.

Afinal, não há Arquivos sem Registos, sem Memórias, sem Pessoas.

three Days and ten days -