
“Há uma cena num filme de Manoel de Oliveira, o Vale Abrãao, em que um desconhecido, num restaurante, lhe oferece um prato de figos. Foi assim que meu pai abordou a jovem Laura, que estava vestida de preto, não por luto, mas por promessa. Casaram e não tiveram muitos meninos, só eu e meu irmão José Artur”
É com esta citação da Autobiografia de Agustina Bessa-Luís que Aniello Ângelo Avella inicia esta ligação entre literatura e cinema, presente nas obras de Agustina Bessa-Luís e Manoel de Oliveira.
Dissecando a escrita de Agustina, descreve-a como “uma espécie de escavação arqueológica dos sentimentos na tentativa de alcançar a origem, o Princípio do mundo, conforme o título de um filme famoso do cineasta.”
“Mas, como poderemos chegar ao mais íntimo do mais profundo da Natureza e da natureza humana, quando as tentativas de incursão se tornam tanto mais difíceis e obscuras quanto mais nos afundamos neste tipo de cousas?” pergunta Manoel de Oliveira referindo-se a Agustina.
O livro, edição da Universidade Federal de Minas Gerais, é bastante feliz nesta ligação a que não são naturalmente alheios nem o cineasta nem a escritora. Definitivamente a ler.
É com esta citação da Autobiografia de Agustina Bessa-Luís que Aniello Ângelo Avella inicia esta ligação entre literatura e cinema, presente nas obras de Agustina Bessa-Luís e Manoel de Oliveira.
Dissecando a escrita de Agustina, descreve-a como “uma espécie de escavação arqueológica dos sentimentos na tentativa de alcançar a origem, o Princípio do mundo, conforme o título de um filme famoso do cineasta.”
“Mas, como poderemos chegar ao mais íntimo do mais profundo da Natureza e da natureza humana, quando as tentativas de incursão se tornam tanto mais difíceis e obscuras quanto mais nos afundamos neste tipo de cousas?” pergunta Manoel de Oliveira referindo-se a Agustina.
O livro, edição da Universidade Federal de Minas Gerais, é bastante feliz nesta ligação a que não são naturalmente alheios nem o cineasta nem a escritora. Definitivamente a ler.
