sexta-feira, 2 de maio de 2008

O meu Bairro e a minha Biblioteca


Moro num bairro de Lisboa, desses raros que, em termos demográficos, tem tido uma renovação da população, vendo-se, cada vez com mais frequência, pessoas novas misturados com as famílias tradicionais do bairro. Para além disso, o bairro tem-se tornado também mais internacional e multi-étnico. Falo do Bairro da Penha de França, para onde vim morar, se a memória me não falha, em 1994, e que adoptei como meu e onde fui, de resto, adoptada.

Não pensem, no entanto, que se trata de um bairro novo, antes pelo contrário, como podem ler aqui.

Talvez por isso, não posso deixar de aqui referir o papel crucial da Biblioteca da Penha de França no desenvolvimento e integração cultural da comunidade. Leitora que sou desta Biblioteca e conhecedora do que é estar do outro lado do balcão, é sempre com grato prazer que, cada vez que a ela me desloco, vejo diferentes tipo de leitores, diferentes tipos de leituras. Que nos periódicos podem ir da Caras à Blitz, da Revista História ao Automóvel, do Le Monde Diplomatique à Veja. Já nas monografias vejo com igual interesse a consulta exaustiva das chamadas obras de referência (dicionários, enciclopédias, etc.) a par e passo de obras de poesia e teatro.
Na verdade, só assim é que entendo as bibliotecas públicas: como um serviço público.

Parabéns Biblioteca da Penha de França!

9 comentários:

Paulo Tomás Neves disse...

Mais um excelente registo
Bom fim-de-semana

BlueVelvet disse...

Adoro viver num bairro onde as pessoas nos conhecem.
Com mercearias, cafés, padarias, tudo familiar.
No meu não há é biblioteca...
Passe lá pelo meu cantinho, que tem umas encomendas para levantar.
Bom fim-de-semana e veludinhos azuis

EDUARDO disse...

Registos que marcam uma marca no tempo querida amiga Leonor! Um beijão terno

Oliver Pickwick disse...

És uma privilegiada, querida amiga. Não é para todos a circunstância de morar próximo das coisas que gostam.
Um beijo!

Leonor disse...

Paulo

Obrigada, este fiz com todo o gosto.
Na verdade faço todos, mas tenho um sentimento grande de pertença ao bairro. Para mim é sempre agradável ir ao café, ao talho, à padaria, à mercearia e ser chamada pelo meu nome, poder ficar a dever, dar dois dedos de conversa...
E a biblioteca é certamente um pólo de encontro e integração. Da qual também não me limito a utilizar: de vez em quando também ofereço livros.
Nunca achei que tivesse que estar à espera que o Estado me desse tudo, até porque era impossível. Assim, quando posso, ofereço livros que penso que podem ser interessantes. Sempre é o meu modesto contributo...

boa semana

Leonor disse...

Blue

COmpreendo perfeitamente, faço o mesmo, como também já fazia no outro bairro de Lisboa onde sempre vivi, mas que agora está em processo de envelhecimento. E é bastante agradável.
obrigada mais uma vez pelas encomendas

boa semana, beijinhos

Leonor disse...

Amabilidade a sua Eduardo

obrigada e boa semana

Leonor disse...

Pois sou, Oliver, eu sei.

Também escolhi bem o sítio...

beijos

Graciela disse...

Leonor:
Gracias por visitar mi blog.Me alegra que te gusten mis equilibristas.
Tu blog está lleno de arte y sensibilidad, como este bello homenaje a tu bibliteca.
Con afecto, desde Buenos Aires,
Graciela.

Thanks for visiting my blog.I'm glad that you've liked my equilibrists series.
Your blog is full of art and
sensibility, as this beautiful
homage to your library.
Warm regards,
Graciela.