
Tal como na Europa no final da última guerra, e na Ásia Menor após a derrota da Grécia pelos turcos de Kemal, a criação do Paquistão foi acompanhada de trocas de populações, cruel eufemismo que traduz a completa ruína de milhões de pessoas e a sua súbita transformação de cidadãos activos e radicados em miseráveis vagabundos. Era preciso separar o que estava unido e misturado havia séculos, arrancar populações inteiras aos seus lugares tradicionais e substituí-las por outras. Estas trocas deram azo a massacres de parte a parte (..)
Infelizmente estas palavras de Alberto Moravia continuam muito actuais…, mas como na vida nada é a preto e branco, já viram a
Valsa com Bashir?
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