

O relacionamento entre os papéis, pessoas e os seus percursos permite o visionamento de uma exposição bastante interessante, patente no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, intitulada Os Arquivos no Diálogo Intercultural.
A exposição está dividida em 5 secções:
1 – Entre um nome e uma nacionalidade
(documentos que dão acesso, registam e legitimam a identidade nacional e os direitos relativos à mesma)
2 – Espaços da Cidadania
(documentos referentes a alguns dos direitos humanos relativos aos domínios do casamento, educação, saúde, trabalho e voto)
3 – Os que chegam e os que partem
(documentos relativos à circulação de pessoas, suas motivações e percursos)
4 – Os que vêm para ficar
(documentos relativos ao processo de instalação definitiva em Portugal)
5 – Nós e os outros – diálogos
(documentos relativos a esforços de promoção e limitação do diálogo intercultural em diferentes momentos da História Portuguesa)

E abrange um conjunto de 113 documentos que vai desde 1452 (um treslado) a 2006.
Uma ideia verdadeiramente interessante e que nos permite o contacto com documentos tão díspares como o registo de baptismo da filha de uma escrava de Damião de Góis, O nosso primeiro livro de leitura do Departamento Social e Cultural do Comité Central do PAIGC, ou o registo de cadastro de Miloud Bem Ali e acompanhantes, acrobatas, naturais de Marrocos, efectuado pela Inspecção Geral dos Teatros.
Vale a pena a visita. Pena é que não exista um catálogo impresso, como esta exposição merecia.

12 comentários:
... chama-se a isto o verdadeiro serviço público na blogosfera, com texto que atesta o domínio da área, o gosto e a propósito, porque preenche a lacuna do catálogo impresso.
grato.
Obrigada pela informação.
Bem hajas, Leonor!
Merece, sem dúvida.
Legível
e muito obrigada tamb+ém pelo elogio, faz-se o que se pode... (e esta área é tão pouco conhecida...)
boa visita
Não tens de quê, São, é com gosto que divulgo o que conheço, e neste caso mais ainda, por ser a minha área...
Rui
e é só até ao fim do mês, não percas!!!
Mais um daqueles registos que me fazem ler, reler, pesquisar e ficar a saber mais.
Obrigado Leonor
Bom fim-de-semana
Hummm... não sei se me atrairia por aí além, mas percebo que seja interessante para arquivistas ou para um trabalho de pesquisa.
Jinhos, nina!
Se não me engano, é no Arquivo Nacional da Torre do Tombo que se encontra a carta de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal, escrita após a descoberta do Brasil. É considerada o primeiro documento brasileiro.
Soube que o esquema de segurança em torno deste documento é tão rigoroso, que sequer ele fica em exposição.
Imagino como gostou desta exposição, prezada amiga.
Um beijo!
Ainda bem Paulo, boas navegações.
Boa semana
Teté
é muito interesante...
bsj, Boa semana!
Olá Oliver,há quanto tempo!!
É mesmo, e as medidas de protecção são, de facto, grandes, mas justificadas...
beijos, boa semana!
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