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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Saudades


Muito antes de pensar em fazer o meu próprio blog, já me divertia a andar pela blogosfera. E como não conhecia muita gente, fui, naturalmente, seguindo conselhos para saber que blogs visitar.

Foi assim que conheci o Blog da Gi - Os Pequenos Nadas. E perdi muito tempo a explorá-lo, ganhando em conhecimento e beleza.


Mais tarde explorei também os seus outros dois blogs: Museus e Galerias e Pássaros, ninhos, ovos e penas.


E a imensidão de imagens e textos fantásticos foi sempre uma fonte de conhecimento, prazer e boa disposição, juntamente com as mensagens trocadas.



Há cerca de um ano a Gi fechou o blog, com grande pena minha e de todos que a visitavam. Não tenho bem a certeza do dia, mas foi em Junho.


Assim, e uma vez que as circunstâncias da vida não nos permitem blogarmos, resolvi fazer esta pequena memória, deixando aqui algumas das imagens que achei mais interessantes e guardei. Naturalmente outras tantas faltarão, mas aqui fica uma espécie de Best of, na minha opinião, naturalmente. E acreditem, tive imensa deificuldade em escolher, já que fui guardando muito mais!




Espero que gostem!




É certo que fica para aqui uma grande misturada, e haveria muito mais para mostrar, mas achei que valia a pena fazer este post e lembrar alguém que me enriqueceu bastante!

domingo, 15 de junho de 2008

A semana que se avizinha

Roubando a imagem à Gi, eis uma boa forma de passar a semana!

quarta-feira, 9 de abril de 2008


A espantosa realidade das coisas

É a minha descoberta de todos os dias.

Cada coisa é o que é,

E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,

E quanto isso me basta.

Basta existir para se ser completo.

Tenho escrito bastantes poemas.

Hei de escrever muitos mais. naturalmente.

Cada poema meu diz isto,

E todos os meus poemas são diferentes,

Porque cada coisa que há é uma maneira de dizer isto.

Às vezes ponho-me a olhar para uma pedra.

Não me ponho a pensar se ela sente.

Não me perco a chamar-lhe minha irmã.

Mas gosto dela por ela ser uma pedra,

Gosto dela porque ela não sente nada.

Gosto dela porque ela não tem parentesco nenhum comigo.

Outras vezes ouço passar o vento,

E acho que só para ouvir passar o vento vale a pena ter nascido.

Eu não sei o que é que os outros pensarão lendo isto;

Mas acho que isto deve estar bem porque o penso sem estorvo,

Nem idéia de outras pessoas a ouvir-me pensar;

Porque o penso sem pensamentos

Porque o digo como as minhas palavras o dizem.

Uma vez chamaram-me poeta materialista,

E eu admirei-me, porque não julgava

Que se me pudesse chamar qualquer coisa.

Eu nem sequer sou poeta: vejo.

Se o que escrevo tem valor, não sou eu que o tenho:

O valor está ali, nos meus versos.

Tudo isso é absolutamente independente da minha vontade.

Alberto Caeiro


Há algum tempo que não registava aqui nenhuma poesia.

Hoje porém a ocasião é especial, já que se trata dos anos da Gi, blog que frequento já há algum tempo, bastante antes de ter este meu Registos.


No passado fim de semana, quando passeava pelo Jardim da Estrela, tropecei com a Feira de Arts and Crafts, cuja data me escapa sempre, e onde comprei esta Aguarela. Na altura achei que daria para um post “à Gi”. Hoje, no entanto, quando me apercebi que eram os anos da Gi, decidi que seria não só um post à Gi como também para a Gi.


Foi fácil escolher o poema, já que este me diz bastante, a imagem já cá cantava (mesmo que resulte um bocadinho mal...) e só faltava a música. Ainda pensei por alguma do Tord Gustavsen. Mas achei que já as devias conhecer todas, portanto optei por uma versão do Amazing Grace que considero bonita, de um músico que gosto bastante: o Charlie Haden, neste registo com a Charlie Haden Liberation Music Orchestra. Espero que gostes.
Parabéns Gi!