quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Quotidianos


Não é um pintor que eu conheça muito bem, mas a sensação que tenho sempre que olho para os quadros de Edward Hopper, é que se podia tratar de um qualquer instantâneo nosso, actualizado o vestuário…

Claro que não me vejo exactamente na senhora do comboio, mas, de algum modo, também viajo nestas imagens, com alguma nostalgia.

Ora vejam:


:





Dá para imaginar uma qualquer história, não é?

E se quiserem ver a vertente mais contemplativa, carreguem aqui.

14 comentários:

josé luís borges de almeida disse...

excelente post.
sou fã incondicional do hopper.
e gosto sobretudo do "new york movie" (o filme mais interessante é obviamente o que fazemos na nossa cabeça ao olhar para a arrumadora, desinteressada do que se passa no ecrã...) e de um que não mostras chamado "nighthawks", que inspirou o célebre duplo ao vivo do tom waits, "nighthawks at the diner".
bjs.zl.

Teté disse...

Por acaso, fazem-me lembrar aquelas ilustrações de revistas antigas... :)

Beijinhos, Leonor!

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Ao fim de uma longa travessia do deserto, com sedes, desfalecimentos, ideias de desistências, faltas de gasolina, insolações e outras que tais, aqui estou de volta.

(É tudo mintiríssima, mas fica bem, e quem disser o contrário tem de se haver comigo).

Vi uma exposição do Hopper em Millwaukee, andava eu a acompanhar para o DN a electiob campaing entre o Dukakis e o Bush pai. Terra do queijo e do leite, na galeria do condado lá estavam uns quantos quadros de sua autoria.

Palvra que gostei. A simplicidade quase fotográfica dos temas encantou-me. Com ele não era preciso fazer o pino para se enrenderem as telas...

Hoje, Nônôzinha vieste abanar-me os lobos cerebrais e fizeste-me trazer à superfície o Edward Hooper. Muito obrigado.

Qjs

Conversa Inútil de Roderick disse...

Eu, nos quadros dele, vejo muita tristeza!

Oliver Pickwick disse...

Impressionante e genial. Jamais ouvi falar de tal artista, ele faz com a paleta de cores o mesmo que o fotógrafo Henri Cartier-Bresson faz com uma câmara: flagrar e captar instantâneos de uma maneira ímpar.
Registro precioso, cara amiga!
Um beijo!

legivel disse...

... com Hopper, imagino a viagem pela América do Norte dos grandes espaços que dificilmente farei...

Sofá Amarelo disse...

Que maravilha, também gosto muito de Hopper, é o que eu costumo chamar de fotografia pinada ou pintura fotográfica.

Muitos beijinhos!!!

Liliana Lucki disse...

Bello y cotidiano.

De luz teatral.

Siempre me gusto mucho.

Muy bueno el blog.

Saluda desde Argentina.Liliana

Graciela disse...

Hopper me parece maravilloso.
Cada pintura inspira una historia, como tú dices.
Un talento y un estilo muy particular.
Un beso!

São disse...

De facto, poderia ser o início de uma qualquer estória...

Um abraço.

Francisco disse...

Muito bem conseguido, Leonor. Realmente fotografia e pintura voltam a confundir-se.
Um abraço
Francisco

Tretoso Mor disse...

Leonor,

Não conhecia o artista nem a obra.

Obrigado.

Tretices artisticas para si.

BlueVelvet disse...

Conheço bem as obras dele e acho que o Oliver tem toda a razão.
Faz lembrar um pouco O Caderno de Desenhos que descobri através de si.
Beijinhos

São disse...

Venho desejar-te feliz semana.
Abraço-te.