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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Lixo


No meio desta bendita greve, e, quando se vê tanto lixo quer às portas quer ao pé dos eco-pontos, aqui fica um projecto interessante dos nossos criadores nacionais com pelo menos 50% de aproveitamento de materiais reciclados: O Remade Portugal.

Trata-se de uma transposição de um projecto original italiano (Remade in Italy) com o objectivo de incentivar à criação e desenvolvimento de produtos cuja composição integre uma percentagem de, pelo menos, 50 % de matéria proveniente de processos de reciclagem.

Para quem esteve mais atento, a exposição, jogos e workshops decorreu no Museu da Electricidade em Novembro, onde era possível não só ver a reciclagem de materiais a ser feita (através de vídeos) como também o objecto final – com criações de:
Aqui ficam algumas imagens. As peças essas podem, no entanto, continuar a ser adquiridas, na loja on-line.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

O plástico do nosso descontentamento


Como qualquer pessoa hoje em dia, tenho a minha quota parte de preocupações com questões ligadas ao ambiente. Assim, já mudei as lâmpadas cá de casa para as de baixo consumo, já calafetei as janelas, separo o lixo, desloco-me ao ecoponto e coloco os sacos lá dentro, enfim, coisas que considero hoje em dia básicas.

Ultimamente, porém, anda virada para o problema de como reduzir o "consumo" de plástico e digo-lhes, a coisa não é fácil...

1 - Comecemos pelas garrafas. Em casa consumo agua da companhia, portanto a questão nem se coloca, mas n emprego sim. Tento comprar sempre garrafas de litro e meio, mas não há como fugir ao plástico. Nunca mais vi (ou é raro haver) garrafas de vidro. Já quando vamos passear se passa a mesma coisa. O normal é comprar uma garrafinha de àgua. E pergunta: ainda existem das de vidro?

2 - Farmácias. Vamos a qualquer farmácia e não conheço nenhuma que não dê as nossas compras, pois claro, num saco de plástico. Que eu já recuso, porque tenho a vantagem da carteira grande, claro, mas então e os homens? Outra ironia da questão é o verdinho da reciclagem dos medicamentos que é outro saco de plástico... há coisas que não dá para entender!

3 - Livrarias/lojas de discos. Também aqui a alternativa não é nenhuma. qualquer coisa que se compre vem delicadamente colocada... em mais um saco de plástico.

4 - Lojas de roupa. Estas sim com algumas nuances. Umas com bons sacos de papel, mas longe de ser a maioria.

5 - Supermercados. Pois é aqui que a porca torce o rabo. Inevitavelmente temos de lá ir, compramos (ou não) e se fizermos as contas chegamos ao fim do ano com um número apreciável de sacos de plástico só à nossa conta. Multipliquem pelo nº de pessoas do vosso prédio, dos prédios do vosso bairro, etc, etc... Mas realmente qual é a alternativa? Existem já, é certo, uns sacos de pano que algumas lojas vendem. Provavelmente comprarei um. Mas vamos passar a passear o dito saco para a eventualidade de nos apetecer ir às compras? E porque não são criadas alternativas pelos supermercados? Sim, porque já que compro sacos de plástico, preferia dar o mesmo dinheiro por um de papel.

6 - Jornais/revistas. Quem compra sabe que ao fim-de-semana, e, apesar das preocupações ambientalistas dos mesmos, lá marchamos para casa com mais dois sacos de plástico. Se houver alguma revista ou jornal com brinde, lá vem mais outro. Continua a somar...

7 - e finalmente o lixo, o propriamente dito. Alguém me explica onde passo a por o lixo se não for num saco de plástico???
Já vi sacos de plástico na praia, no campo, enfim, acho realmente que tem de se fazer qualqyer coisa a esse respeito. Mas o quê? Na verdade, não há muitas alternativas. Ou se as há, por favor, digam-me.