
Hora de almoço no Centro de Arte Moderna e a fila para almoçar dava várias voltas. Espreito a porta do Centro e leio o título da Exposição: Ida e volta: ficção e realidade. Pensei, mal por mal, mais vale voltar mais tarde e ir ver não sei o quê, já que o título, esse era interessante.
Comprado o bilhete (que eu pedi para a exposição e a senhora respondeu a vídeo-arte, ou qualquer coisa parecida), um anúncio avisa-nos que, a partir daquela porta, o espectador passa a ser actor do dispositivo cenográfico.
E de facto, passamos a ir e vir, através duma estrutura montada para visionamento de instalações de vídeos ou cinematográficas. E fazemo-lo não só no sentido físico de andarmos por ali, entrando em cada “sala” , procurando adaptar-nos à falta de luz, sentados ou em pé, como também interagimos com o que as imagens nos mostram. E em cada instalação são mostradas imagens/conceitos bem diferentes umas das outras.
Ainda ia a meio e já dava o almoço por perdido, mas estava completamente rendida a estas idas e voltas que nunca pensei me pudessem distanciar e aproximar tanto da realidade. Na verdade, nunca tinha visto uma instalação de vídeo como a vi hoje. E que aconselho vivamente.