Mostrar mensagens com a etiqueta Devaneios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Devaneios. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Como nomear o desconhecido




«A nossa civilização está decadente, e a nossa língua – segundo este argumento – tem inevitavelmente de partilhar o colapso geral. Segue-se que qualquer luta contra os abusos de linguagem é um arcaísmo sentimental, tal como preferir velas à luz eléctrica ou cabriolés a aviões»

As palavras são de George Orwell, no seu ensaio A Política a e Língua Inglesa, publicado originalmente em 1946, mas cuja leitura me pareceu de algum modo actual.

Como falar sobre palavras sem significado, para as quais «(…) a pessoa que as usa tem a sua própria definição privada (…).»

Em dia de São Guilherme, esta leitura (mais do que abusiva do contexto original) fez-me lembrar outras palavras que usamos para realidades que não conhecemos. Como os Marcianos de outro Guilherme, por exemplo.

Enfim, devaneios linguísticos.

Aqui deixo a capa do livro do Orwell: vale a pena.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

E porque estou em maré de desafios...

Cá vai a resposta ao da Ka:
1 - sou mais para o calada, a atirar para o séria e muuito discreta ahahah (é como me vê a maioria das pessoas, mas não deixa de ser verdade à mesma);
2 - no entanto, não dispenso uma boa discussão se gosto do tema, das ideias e das pessoas. Falar nunca é demais...
3 - não me vejo a viver sem som. a música faz parte do meu universo pessoal;
4 - mas o silêncio pode ser reconfortante e uma forma extremamente eficaz de comunicar, que aliás uso.
5 - não me imagino num mundo sem livros nem documentos. As ideias têm que circular por algum lado.
6 - Sonho em ter, quando me reformar, uma pequena livraria, ou, top of the tops, em ser alfarrabista. Mas o mais provável mesmo era que me sentasse eu a ler o que lá tivesse e a pensar secretamente "porque é que as pessoas não lêm aquele autor fulano de tal?"
E agora Ka, sabes mais de mim?

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Indústria do Tabaco preocupada com a má imagem dos livros...

... ou de como os deuses devem estar loucos ...



Ver mais em Zero de Conduta

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Eu, arquivista, me confesso

que às vezes gostava de ser bibliotecária :)))

ler livros e ainda ser paga para o fazer não é bem a minha noção de paraíso mas está lá perto.
claro que o ponto espaço traço e o dólar para cá e para lá da catalogação não têm tanta graça (mas eu sei !!!), mas uma indexaçãozinha, venha ela... até porque sempre fui e continuo a ser defensora da sua utilização nos arquivos. E por outro lado, o que pode ser mais fascinante que organizar a informação/conhecimento?
Os catálogos de autoridades tb me atraiem francamente, e aguardo ansiosamente pela vinda das FRBR, as quais nos virão linkar com as ISAAR (CPF). Aí, curiosamente, tornar-se-ão a esbater os muros que nos separam?

E porque será que as FRBR me fazem lembrar vagamente as pinakoi de Calímaco, bibliotecário de Alexandria?

PS - a classificação fica para outro dia