sexta-feira, 23 de março de 2012

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Dançando com livros

Não resisti a roubar o titulo... mas ora vejam só:




retirado daqui

domingo, 8 de janeiro de 2012

Cantarolar




E nada como boa música para começar a semana... neste caso de Adele



Um óptima prenda de Natal!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)


Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.


Carlos Drummond de Andrade

sábado, 31 de dezembro de 2011

Bom 2012

retirado daqui


sábado, 12 de novembro de 2011

Castanhas

As Castanhas

Castanhas, Castanhas
Tão quentinhas com sal.
Quentinhas e assadinhas
A ninguém faz mal.

Castanhas assadinhas
Com sal são saborosas.
Quentinhas e boas
São tão gostosas!

Filipe Ramos -Escola E. B. 1 Nº1 de Espinho


Retirado daqui

domingo, 3 de abril de 2011

Livro infantil



Há temas de dias comemorativos que não têm - acho eu - grande relevância. Não é o caso do dia da literatura infantil, que se comemora hoje.


Não só pela importância de que se reveste este sector, fundamental para qualquer aprendizagem e crescimento, como também pelas (boas) memórias que nos trás.


Mas como nem só de palavras vivem os livros infantis, aqui ficam algumas imagens de ilustradores que considero interessantes: Danuta Wojciechowska, Rebecca Dautremer e as do Planeta Tangerina (Bernardo Carvalho e Madalena Matoso), por esta ordem.

(Mas se tivesse que eleger algum livro da minha especial predilecção, escolhia de caras a Fada Oriana... da qual não tenho aliás a imagem da capa da edição que li...)

terça-feira, 22 de março de 2011

Primavera


E a vida a brotar (num passeio pelo largo de santos)

domingo, 20 de março de 2011

Karmas


260 vulcões activos e zona sísmica fazem do Japão um país singular. Talvez por isso a escolha da carpa Koi como símbolo da resistência e capacidade de adaptação a faça também tão popular no reino do design gráfico...
.
Há que admirar esta ordem e resistência... face a um desastre de tais proporções, nem consigo imaginar o que seria noutro país qualquer.

domingo, 9 de janeiro de 2011

As coisas simples



Hoje, prefiro cantar as coisas simples, as que


crescem depressa, como os ciprestes, ou as


que se enrolam a tudo o que aparece nos muros


como as buganvílias. Através delas, vejo o céu


que me traz outras coisas, mais complicadas


dos que estas da terra; e também no céu


escolho, hoje, o que não é difícil, a nuvem

que há pouco parecia eterna e desapareceu;

ou um branco sujo que apagou o horizonte,

por algum tempo, e fez com que todo o

universo ficasse ao meu alcance para nada.

Mas o que é simples também pode ser o

seu contrário. Há uma lógica no interior

deste movimento que faz crescer o cipreste,

ou empurra a buganvilia para o fundo do muro;

e também as nuvens seguem uma direcção

precisa, mudando a sua forma à medida que

se afastam dos meus olhos. A verdade deste

mundo encontra-se no próprio acaso que

a determina; e sou eu que tenho de encontrar

as razões para o que não precisa delas,

porque a sua existência se limita a este

perfume de fim de verão, ou à queda

das folhas que se confundem com nuvens.

O mundo é imprevisível como a vida

da borboleta que nasceu de dentro da

buganvilia; mas o vento que há pouco soprava,

não me disse nada sobre isso, nem o seu

sopro vago me libertou de folhas e de

nuvens, para que o chão e céu ficassem

limpos. Só a borboleta, no instante do voo,

trouxe a sua luz dissonante para dentro

da natureza; e foi ao encontrá-la,

no meio da terra e das pedras do jardim,

que me apercebi de que nem tudo é simples,

quando a morte se cruza com a beleza.





Nuno Júdice

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

domingo, 12 de dezembro de 2010

Outono


quinta-feira, 10 de junho de 2010

Cole Porter



Ouvir as músicas de Cole Porter costuma ser sinónimo de um bom tempo musical, independentemente das diversas interpretações existentes.
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E escolher uma música preferida, isso então é quase tarefa impossível. Mas como ontem passaram 100 anos do seu nascimento, não podia deixar de aqui fica um pequeno apontamento em sua memória.
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Juntamente com um video que desconhecia, (mas as virtudes do youtube a esse respeito são espantosas) e que parece vindo dos tempos em que Porter era vivo e assistia também ele aos espectáculos para os quais criava canções.
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Senhoras e Senhores: eis Anything goes, por Mitzi Gaynor

terça-feira, 8 de junho de 2010

Flavienses


Nascida, criada e sempre tendo morado e trabalhado em Lisboa, sou daquelas pessoas que não tem "terra" para onde ir nos fins de semana grandes ou Natal.
Até porque a minha família mais próxima também emigrou toda para Lisboa... Mas fico sempre nostálgica quando vejo ou leio qualquer coisa sobre Chaves (terra de meu pai) ou Portalegre (terra de minha mãe).
Esta semana, calhou a vez a Chaves. Recebi a informação do blog dos museus flavienses, e esse facto chegou para reviver um pouco o passado.





Aqui fica a peça do Museu de Janeiro: o Padrão dos Povos, que sempre considerei lindo!!!
E se não sabem o que é, podem ser ir para fora cá dentro... do blog, quanto mais não seja.
Então tenham uma boa semana!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Tempos e modos

Este ano a primavera tem chegado aos soluços, meia envergonhada e cheia de humores... mas, se passearmos por aí, conseguimos vê-la - de vez em quando, é certo - ou mesmo pairar sobre ela.


(Nuns lindos tons de roxo, aliás)


Estão como eu: deixo o blog ou não? o tempo é pouco, a disponibilidade menor, mas há sempre alguma coisa que me faz voltar. E ter saudades da blogosfera.
Não sei se vai ser um recomeço, mas hoje apeteceu-me vir para aqui falar...
Bom fim de semana!