os dias, as horas, minutos, e segundos. a informação, os documentos, as escritas, os arquivos e as bibliotecas
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Receita de Ano Novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
sábado, 31 de dezembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
Livro infantil
(Mas se tivesse que eleger algum livro da minha especial predilecção, escolhia de caras a Fada Oriana... da qual não tenho aliás a imagem da capa da edição que li...)
terça-feira, 22 de março de 2011
domingo, 20 de março de 2011
Karmas

domingo, 9 de janeiro de 2011
As coisas simples

Hoje, prefiro cantar as coisas simples, as que
crescem depressa, como os ciprestes, ou as
que se enrolam a tudo o que aparece nos muros
como as buganvílias. Através delas, vejo o céu
que me traz outras coisas, mais complicadas
dos que estas da terra; e também no céu
escolho, hoje, o que não é difícil, a nuvem
que há pouco parecia eterna e desapareceu;
ou um branco sujo que apagou o horizonte,
por algum tempo, e fez com que todo o
universo ficasse ao meu alcance para nada.
Mas o que é simples também pode ser o
seu contrário. Há uma lógica no interior
deste movimento que faz crescer o cipreste,
ou empurra a buganvilia para o fundo do muro;
e também as nuvens seguem uma direcção
precisa, mudando a sua forma à medida que
se afastam dos meus olhos. A verdade deste
mundo encontra-se no próprio acaso que
a determina; e sou eu que tenho de encontrar
as razões para o que não precisa delas,
porque a sua existência se limita a este
perfume de fim de verão, ou à queda
das folhas que se confundem com nuvens.
O mundo é imprevisível como a vida
da borboleta que nasceu de dentro da
buganvilia; mas o vento que há pouco soprava,
não me disse nada sobre isso, nem o seu
sopro vago me libertou de folhas e de
nuvens, para que o chão e céu ficassem
limpos. Só a borboleta, no instante do voo,
trouxe a sua luz dissonante para dentro
da natureza; e foi ao encontrá-la,
no meio da terra e das pedras do jardim,
que me apercebi de que nem tudo é simples,
quando a morte se cruza com a beleza.
Nuno Júdice
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Cole Porter

terça-feira, 8 de junho de 2010
Flavienses


quinta-feira, 27 de maio de 2010
Tempos e modos
(Nuns lindos tons de roxo, aliás)
Estão como eu: deixo o blog ou não? o tempo é pouco, a disponibilidade menor, mas há sempre alguma coisa que me faz voltar. E ter saudades da blogosfera.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Cores e Alices

Como não podia deixar de ser, lá fui ver a Alice do Tim Burton, da qual fiquei fã, já para não dizer que sai verdadeiramente embrenhada em cor.
E podemos sempre tirar modelos para guarda-roupas e maquilhagens... de festas temáticas, claro.




