segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Tardes de Domingo

Se há música que associe a não fazer nada, ligeiramente em férias, é seguramente esta dos Queen: Lazy on a Sunday Afternoon.

Não que já tenha tido férias, mas depois de 5 meses de baixa, who cares? Enfim tive férias de outras coisas, como de pensar o que escrever aqui, por exemplo.

Mas parece que chegou a hora de voltar, apesar da preguiça de ontem. Então tenham uma boa semana!

E para quem não sabe a letra:

I go out to work on monday morning
Tuesday I go off to honeymoon
Ill be back again before its time for sunnydown
Ill be lazing on a sunday afternoon
Bicycling on every wednesday evening
Thursday I go waltzing to the zoo
I come from london town
Im just an ordinary guy
Fridays I go painting in the louvre
Im bound to be proposing on a saturday night
There he goes again
Ill be lazing on a sunday
lazing on a sunday
Lazing on a sunday afternoon
e agora o video:

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Vidas





Posso até ter algumas ideias... o tempo é que, às vezes, é curto... para aqui escrever ou visitar outros...

mas, enquanto as coisas não voltam ao lugar, fiquem com este desenho do Rafael Bordalo Pinheiro.

Boa semana!

domingo, 12 de julho de 2009

Mundos e Músicas



Já aqui referi que não imagino o mundo sem música. Acho que qualquer coisa, movimento ou pessoa tem a sua musicalidade própria.

Uma das coisas interessantes da música é a sua capacidade de se misturar, apropriar de sons e ritmos e torná-los parte integrante de um estilo. E de haver sempre muitas formas de tocar determinada composição.

Vem esta conversa a propósito de, na quinta-feira passada, e um pouco out of the blue, ter isso ao Cinema São Jorge ver The Rolling Stones Project, de Tim Ries, do qual nada sabia, mas ao qual fiquei rendida!

Trata-se de um projecto de Tim Ries, que costuma acompanhar os Stones, e mais uns quantos músicos, que, partindo das músicas do universo dos Stones, as “refazem” com outros ritmos, outras vozes, às vezes mesmo outras palavras, numa tentativa de integrar géneros musicais dos países por onde passam naquele universo.

E, como nada se perde, tudo se transforma, vejam esta versão de Wild Horses, cantada por Bernard Fowler, e digam de vossa justiça!
Ou, para quem quer uma perspectiva mais portuguesa, a versão do No Expectation, com a Ana Moura (ou Mourah...)

domingo, 5 de julho de 2009

Lisboas


Não sei se já repararam que, no Largo de São Domingos, em Lisboa, foi colocado um monumento às vítimas da intolerância, em memória dos dois mil judeus mortos nesta cidade no ano de 1506, dos quais Damião de Góis faz um impressionante relato.

Quem por aí passar, pode ainda ver todo o arranjo do largo, que contempla ainda um grande banco a seguir ao muro com os dizeres “Lisboa, cidade da tolerância” num grande número de línguas.

E é impossível deixar de reparar na presença maciça de homens, mulheres e crianças de outras nações e credos, fazendo parte de outras diásporas.

Passados mais de quinhentos anos, esta Lisboa obviamente mais cosmopolita, também é um símbolo de esperança!

(e que outro local poderia ter tanto simbolismo como este?)














quinta-feira, 2 de julho de 2009

Pensamento do dia


“As calorias são pequenos animais que moram nos roupeiros e que durante a noite apertam a roupa das pessoas.”


Mandaram-me hoje este pequeno pensamento, que não resisto a deixar aqui...

(as cá de casa então, andam particularmente activas desde que parti o pé...)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Irene no Céu

Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.

Imagino Irene entrando no céu:
- Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
- Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.

Manuel Bandeira

terça-feira, 30 de junho de 2009

Seguranças



Em tempo de tantos cuidados com dados pessoais e informação segura na net, o Google lançou o Kid Rex, motor de busca para crianças, devidamente "filtrado" de alguns termos que, por mais buscas irrelevantes façamos, teimam em aparecer. Com informação para pais e filhos sobre a pertinência do seu uso, aqui fica uma ideia interessante. (e aqui está uma maneira de tentar dar a volta ao texto... literalmente.)

A notícia, que não me parece ter sido muito divulgada, apareceu na Informação.

País tropical

E, com o tempo que tem feito, ainda não lhes apeteceu cantarolar “moro num país tropical”?

Claro que eu preferia
a) Ter de volta uma meteorologia mais favorável;
b) Ou, na impossibilidade de tal acontecer, estar num país tropical, já agora numa praia interessante


Enquanto isso não acontece, aqui fica o País tropical de Jorge Ben

segunda-feira, 29 de junho de 2009

África tua














Como ainda não te vi, ou sequer falei, (e apesar do imenso atraso) aqui fica um pequeno recuerdo da "tua" Luanda.

Espero que dê para algumas boas memórias!!!

Queria deixar aqui uma musiquinha, mas as que aparecem no youtube são de fugir...
As imagens, essas são retiradas daqui

terça-feira, 23 de junho de 2009

Sátiras

Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão, Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.

Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.

Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo

Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha, Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.

Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sózinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.

ANTÓNIO LOBO ANTUNES
(Sátira aos HOMENS quando estão com gripe)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Desencontros

***
As formas, as sombras, a luz que descobre a noite
e um pequeno pássaro
*
e depois longo tempo eu te perdi de vista
meus braços são dois espaços enormes
os meus olhos são duas garrafas de vento
*
e depois eu te conheço de novo numa rua isolada
minhas pernas são duas àrvores floridas
os meus dedos uma plantação de sargaços
*
a tua figura era ao que me lembro
da cor do jardim.
***
António Maria Lisboa

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Selecção Musical




E para o resto da semana, porque não ficar com a música suave do Tord Gustavsen Trio, neste caso Graceful Touch?
Espero que gostem!

(E, neste caso, como não consigo por a música a tocar no sítio certo, ficamos só com o video...)

terça-feira, 16 de junho de 2009

Aventuras de um gato na Penha de França

Já não sei bem em que dia chegou, lá para os idos de 1994, mas veio uma bolinha de pelo, tinhosa (deve ter sido por isso que foi abandonado) e muito senhor do seu nariz, apesar da tenra idade. Recebeu o nome de Bernardo, petit nom Bernie. O seu pelo metade branco, metade preto, dava-lhe um tom cinzento de muito bom gosto.

Rapidamente se tornou dono da casa e motivo de conversa em toda a família, tendo mesmo tido direito a fazer parte das minhas quadras no Natal (tradições…). Quase tão depressa contagiou humanos e felinos com a sua tinha: a mim, meu pai e minha irmã mais nova (numa breve incursão em casa dos meus pais)… e aos gatos da Sofia (numa visita nocturna).

Mas nada o fazia parar, nem mesmo o seu muito peculiar feitio (que as más línguas diriam mau). Por isso mesmo era conhecido por toda a vizinhança, a quem fazia questão de visitar pessoalmente mal desse com uma janela aberta.

Sendo o meu gato, aguentou olimpicamente a chegada de mais quatro patas; primeiro o gato vizinho com quem brincava – o Saltitão – depois o Patas, “caído” de um desastre qualquer. Mas tinha sempre a última palavra, qual senhor da casa.

No seu crescimento, passou por várias fases: passeios ao campo, andar só por cima dos móveis, dar cabo do sofá… enfim, mais do que vale a pena agora contar, mas sempre com a certeza do seu lugar e com o seu inegável feitio que acabou por o tornar num gato maduro, certo da sua posição.

Sendo gato habituado a estar à janela, cedo descobriu também as vantagens dos passeios pela via pública, tais como caçadas aos pombos (meras tentativas…) desaparecer durante umas horas/dias e ser senhor do seu destino (que me deixava doente) e conviver com os vizinhos, chegando a ter verdadeiras manias (entrar na casa da vizinha do lado pela porta e só sair pela janela…), enfim, manias que o caracterizavam.

Ultimamente “perfilhou” a segunda geração felina, chegada o ano passado, tornando-se num verdadeiro patriarca, à volta de quem os outros queriam estar. Não deixava, por isso, de ser o dono da casa, o que fazia questão de demonstrar com pequenos direitos que lhe pareciam naturais; o direito ao colo, a estar mais perto da minha cara, etc.

Hoje foi ocupar o seu lugar noutras bandas. Sem sofrer, nas minhas mãos. As saudades que eu vou ter…

Em pose existencialista, malgré o espelho sujo...

No tempo dos calígrafos




... escrever tinha certamente outro significado, senão vejam os (magníficos) exemplos de Manuel Andrade de Figueiredo, 1670-1735.
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Tendo publicado, em 1722, a sua Nova Escola para Aprender a Ler, Escrever e Contar, que podem ler na totalidade aqui, nela apresenta vários alfabetos disponíveis para a arte da escrita.
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Mas, e para além da óbvia intenção pedagógica, Andrade de Figueiredo vai ainda apresentar páginas de escrita com moldura, de uma inigualável arte.
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Aqui ficam alguns exemplos.










segunda-feira, 15 de junho de 2009

Repositórios

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Se há coisa que faça sentido na sociedade da informação, é a existência de informação em Open Access, ou seja, acessível a todos.
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Por isso mesmo, o projecto RCAAP – Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal, que agrega um conjunto de informação de outros repositórios, tais como:
UTL Repository – Universidade Técnica de Lisboa
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Tem o mérito de funcionar como portal nacional de repositórios científicos, com os objectivos de:
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- Aumentar a visibilidade, acessibilidade e difusão dos resultados da actividade académica e de investigação científica portuguesa;
- Facilitar o acesso à informação sobre a produção científica nacional;
- Integrar Portugal num conjunto de iniciativas internacionais.
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E, uma vez que todos sabemos como é difícil aceder a informação dispersa por publicações periódicas e actas de congresso, relatórios técnicos e teses, entre outros, só se espera é que venha a englobar mais instituições…
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O projecto tem ainda os seguintes participantes:
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Hospitais da Universidade de Coimbra
Universidade da Madeira
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Universidade de Évora
Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti
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Para saber mais sobre a estratégia nacional e este projecto em concreto, leiam isto e isto.
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E, não esquecendo a Comunidade Europeia, vejam aqui as respectivas directivas comunitárias sobre o livre acesso.
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Boas pesquisas / leituras!