quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Nano Arte





Não faço ideia se o termo existe, claro... mas é o que apetece chamar quando vemos estas criações de Willard Wigan. Se não, como qualificar estas representações de Henrique VIII e as suas mulheres, o Feiticeiro de Oz e a Branca de Neve em buracos de agulha, ou Elvis Presley na cabeça de um prego? E o que dizer do gato num verdadeiro pelo de gato?
Aqui está uma arte para a qual eu não teria certamente qualificações... a começar pela paciência enorme que deve exigir:))
Visitem a galeria; há muito mais exemplos... bastante curiosos, aliás. Ah, e também dá para comprar. Sim, porque uma peça destas pode ir até perto de 400 £ !!!






















terça-feira, 18 de novembro de 2008

Selecção Musical


Não sei já quantas versões conheço desta música, mas são algumas.
Quando vi que, no novo album da Maria João e do Mário Laginha constava o I’ve Grown Accustomed to His Face, não hesitei em seleccioná-la para aqui. Gosto bastante da música, e calculei que ia gostar da versão. Acertei


Esta semana há ainda a versão audiovisual. Aqui fica

Um Poema

Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne.
Sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.

Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
rios, a grande paz exterior das coisas,
folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
- a hora teatral da posse.

E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.

E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as casas deitadas nas noites
e as luzes e as trevas em volta da mesa
e a força sustida das coisas
e a redonda e livre harmonia do mundo.
- Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.

- E o poema faz-se contra a carne e o tempo.

Herberto Helder

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Dar

aplicar, e receber

É o chamado Girl effect.


quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Animais


Toda a minha vida tem sido acompanhada por animais “de estimação” ou domésticos, se preferirem. Vão variando em número e espécie, mas têm estado sempre presentes: cadelas, periquitos, tartarugas, hamsters, peixes e o que mais nos tivéssemos lembrado, suponho…

Ultimamente, passei de dona de cães, para dona de gatos, transição essa que me trouxe algumas reprovações familiares, quando uma das minhas irmãs me disse que a minha cadela deveria estar (no céu dos cães) a encarar isso como uma traição…

Seja qual for a espécie – cão ou gato - cada animal é um caso, tem a sua “personalidade” própria, como tenho tido ocasião de constatar. Para além dos mais independentes, mais afectuosos, tenho, com os gatos, desenvolvido novas designações, mercê de características específicas que vou observando; gato mais tipo gato, gato mais tipo cão (palavra que alguns comportamentos de gatos SÃO parecidos com os dos cães), e, ultimamente, em honra de um recente habitante, o gato Jeremias, gato Mias para um certo Quico, gato Scottex… sim, porque o Jeremias, qual cão do anúncio, desde que percebeu que aquele rolo podia ser desenrolado, entretém-se a desenrolá-lo e a passear o papel pela casa toda… e eu, da primeira vez que vi nem queria acreditar… achei que só os cães é que faziam aquelas graças…

Por isso, quando recebi este Cat Mummy, de outra dona de gata, pensei: aqui está um excelente assunto para o Registos:))

Cyrano

E, falando em narizes, o dia não ficaria completo sem a famosa cena do nariz do filme Cyrano de Bergerac, desta vez (muito bem) interpretada por Gerard Depardieu

Aqui fica



A todos os narizes grandes


Quando penso literariamente em narizes grandes, é normal que me lembre de Cyrano de Bergerac. Aparentemente não sou a única.


Tay-Marc Le Thant, possuidor de um nariz grande, herdado de seu pai e a quem dedica o livro, decidiu mesmo fazer uma nova narrativa à roda da história de Cyrano de Bergerac. A este projecto aliou-se a ilustradora Rebecca Dautremer, dando origem a um livro (não só) grande, como lindo de se ler e ver.

Transpondo a acção para outra parte do mundo, mas mantendo a os principais intervenientes, a história lê-se num ápice, abrilhantada pelas ilustrações de Rebecca.

Aqui estão dois nomes a reter!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Castanhas

E em Dia de São Martinho, nada como umas boas castanhas assadas, para aquecer as mãos, e tirar a barriga de misérias por desde o ano passado não comermos castanhas...
Enquanto isso, lembrar os vendedores de castanhas assadas, nestas imagens retiradas do Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Lisboa, esse excelente manancial de imagens para a história da cidade.















Aqui fica também uma alternativa às castanhas assadas, a castanhada. É óptimo:))

Castanhada
Ingredientes:
1,500 kg de castanhas
800 grs. a 1 kg de açúcar
1 vagem de baunilha

Confecção:
Coza as castanhas descascadas mas com pele.Despele-as em quente e passe-as pelo passe-vite.À parte, prepare uma calda de açúcar em ponto de pérola usando 1 kg de açúcar para cada quilo de puré de castanha.Depois de misturar a calda no puré de castanha, junte a baunilha e leve-a novamente ao lume, mexendo sempre até fazer estrada.Guarde-as em frascos bem fechados.
Retirado daqui

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Ballets

Há já algum tempo que não registo aqui nenhum momento de dança… nem tão pouco vou ver algum espectáculo, e tenho perdido dos bons… mas a preguicite instalou-se cá em casa:))

Hoje, quando achei que uma boa maneira de começar a semana, seria precisamente a dançar, não resisti a deixar aqui esta pequena “dança” efectuada por Charlie Chaplin.
Na verdade, não se dança só com as pernas…


sábado, 8 de novembro de 2008

Arte Pública


Numa Lisboa em que os prédios devolutos continuam a ser em grande número, eis aqui uma forma de melhorar o aspecto das ruas em que eles existem... e possibilitar a expressão artística de quem ousou dedicar o seu tempo e arte a pintar os números 225 a 229 da Rua de São Bento.
E melhorar também a qualidade visual, se se pode chamar assim, de quem por ali passa, que, em vez de ver (mais) um prédio entaipado à espera de umas eternas obras, vê apenas a pintura, quase em modo de história, já que a pintura das portas está toda ligada entre si.


























No prédio imediantamente a seguir, talvez contaminado com a presença de uma decoração interessante, alguém achou que, mesmo em prédios habitados, valia a pena dar-lhes cor, história, e mais alguma razão para olharmos.
E olhamos, de facto!
Uma nova forma de personalizarmos as nossas casas?

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Trios Imprevistos

Pesquisar no Youtube tem destas coisas.
Aqui têm um trio de pianos verdadeiramente interessante: Ray Charles, Jerry Lee Lewis e Fats Domino, num registo ao vivo que, apesar de ser ligeiramente extenso (7 minutos e meio), vale a pena ver. E que eu não me importava nada de ter visto ao vivo ...


terça-feira, 4 de novembro de 2008

A poesia é

A poesia é o gozo da coisa como coisa
da coisa com gozo
do gozo como coisa
do como, como coisa e gozo.

Júlio Pomar

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

And the Winner is...




Se podesse votar, votava Obama (eu e um número considerável de europeus). Mas devo dizer que já não posso ouvir falar nas eleições norte-americanas.
Agora que se aproxima o fim da campanha eleitoral, e vamos, finalmente, saber o resultado, aqui está uma ideia interessante: a vida dos candidatos em bd.

domingo, 2 de novembro de 2008

Entre les murs


Ou A Turma, se preferirem.

Quando, no ano passado, as imagens filmadas pelo telemóvel de um aluno permitiram ao país tomar conhecimento do incidente passado numa sala de aula por causa de um outro telemóvel, num confronto entre aluna e professora, com a tristemente célebre frase: Dá-me o telemóvel já!
O país desatou a procurar culpas, a procurar soluções, a argumentar políticas de educação.
Mas, e no fundo, o país viu, ao vivo e a cores, o que se estava a passar nas nossas salas de aulas. Num incidente isolado, é certo, logo descontextualizado, mas mesmo assim, não menos perturbante.

Lembro este episódio porque ontem, ao ver o filme Entre les Murs, onde de resto estavam alguns professores, me recordei dele. Não exactamente por se passar algo no género, mas porque, ao longo do filme, que considero excelente, vamos “entrando” naquela sala de aulas, vamos partilhando o quotidiano daquela turma e o seu relacionamento entre professor e alunos.
Com uma diversidade étnica e multicultural característica dos nossos tempos, mas sobretudo com um constante medir forças naquele microcosmos, o filme retrata exemplarmente a Escola como um dos componentes da nossa sociedade, onde se (tenta) educa(r).
Mas, como não há sistemas perfeitos, há alunos que se desinteressam, que saem do sistema, ou mesmo que dizem não aprender nada na Escola, há professores que se descontrolam, de quando em quando, há o desespero de não se conseguir chegar ao outro lado… mas não se deixa de tentar, e, no fundo, é esse lado humano, positivo que vai tornando o desenrolar do filme tão interessante quanto real.

A Escola faz naturalmente parte desse processo de socialização e aprendizagem, onde se formam os jovens, mas é apenas um dos elementos da Sociedade que o deve fazer. Voltando ao incidente do telemóvel do ano passado, foi obviamente chocante ver aquelas imagens na televisão, mas será que o divórcio entre o que se passa dentro de uma escola (entre les murs) e cá fora é assim tão grande? Isto é, a sociedade em geral pode assim tão facilmente sacudir as mãos e dizer que são questões que só se colocam nas Escolas? É óbvio que não!


Ventos

Na passada semana passámos, subitamente, de uma temperatura amena, imprópria, aliás para a altura do ano em que já estamos, para uma descida acentuada de temperatura, chuva e vento.

Como este ano tem sido pródigo em mudanças de temperatura, ainda pensei tratar-se de uma mera ameaça. Mas não; parece que o mau tempo veio para ficar. A acompanhar outras ventanias que se aproximam?


relvado ao vento - leonor

À cerca de quinze dias ofereci-me (finalmente) uma máquina fotográfica digital, tecnologia essa que tardava em entrar na minha vida. Enfim, a tecnologia até vai fazendo parte do meu dia a dia, mas a minha aptidão para lidar com ela, essa demora algum tempo a ter diferenças significativas. Assim, e carregando sempre no mesmo botão, digo eu, ora tiro fotografias, ora me sai um vídeo… Foi o que aconteceu neste caso:))
Mas também, quem é que perde tempo a ler manuais de instrução??? Foi uma dúvida que sempre tive…