quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Trios Imprevistos

Pesquisar no Youtube tem destas coisas.
Aqui têm um trio de pianos verdadeiramente interessante: Ray Charles, Jerry Lee Lewis e Fats Domino, num registo ao vivo que, apesar de ser ligeiramente extenso (7 minutos e meio), vale a pena ver. E que eu não me importava nada de ter visto ao vivo ...


terça-feira, 4 de novembro de 2008

A poesia é

A poesia é o gozo da coisa como coisa
da coisa com gozo
do gozo como coisa
do como, como coisa e gozo.

Júlio Pomar

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

And the Winner is...




Se podesse votar, votava Obama (eu e um número considerável de europeus). Mas devo dizer que já não posso ouvir falar nas eleições norte-americanas.
Agora que se aproxima o fim da campanha eleitoral, e vamos, finalmente, saber o resultado, aqui está uma ideia interessante: a vida dos candidatos em bd.

domingo, 2 de novembro de 2008

Entre les murs


Ou A Turma, se preferirem.

Quando, no ano passado, as imagens filmadas pelo telemóvel de um aluno permitiram ao país tomar conhecimento do incidente passado numa sala de aula por causa de um outro telemóvel, num confronto entre aluna e professora, com a tristemente célebre frase: Dá-me o telemóvel já!
O país desatou a procurar culpas, a procurar soluções, a argumentar políticas de educação.
Mas, e no fundo, o país viu, ao vivo e a cores, o que se estava a passar nas nossas salas de aulas. Num incidente isolado, é certo, logo descontextualizado, mas mesmo assim, não menos perturbante.

Lembro este episódio porque ontem, ao ver o filme Entre les Murs, onde de resto estavam alguns professores, me recordei dele. Não exactamente por se passar algo no género, mas porque, ao longo do filme, que considero excelente, vamos “entrando” naquela sala de aulas, vamos partilhando o quotidiano daquela turma e o seu relacionamento entre professor e alunos.
Com uma diversidade étnica e multicultural característica dos nossos tempos, mas sobretudo com um constante medir forças naquele microcosmos, o filme retrata exemplarmente a Escola como um dos componentes da nossa sociedade, onde se (tenta) educa(r).
Mas, como não há sistemas perfeitos, há alunos que se desinteressam, que saem do sistema, ou mesmo que dizem não aprender nada na Escola, há professores que se descontrolam, de quando em quando, há o desespero de não se conseguir chegar ao outro lado… mas não se deixa de tentar, e, no fundo, é esse lado humano, positivo que vai tornando o desenrolar do filme tão interessante quanto real.

A Escola faz naturalmente parte desse processo de socialização e aprendizagem, onde se formam os jovens, mas é apenas um dos elementos da Sociedade que o deve fazer. Voltando ao incidente do telemóvel do ano passado, foi obviamente chocante ver aquelas imagens na televisão, mas será que o divórcio entre o que se passa dentro de uma escola (entre les murs) e cá fora é assim tão grande? Isto é, a sociedade em geral pode assim tão facilmente sacudir as mãos e dizer que são questões que só se colocam nas Escolas? É óbvio que não!


Ventos

Na passada semana passámos, subitamente, de uma temperatura amena, imprópria, aliás para a altura do ano em que já estamos, para uma descida acentuada de temperatura, chuva e vento.

Como este ano tem sido pródigo em mudanças de temperatura, ainda pensei tratar-se de uma mera ameaça. Mas não; parece que o mau tempo veio para ficar. A acompanhar outras ventanias que se aproximam?


relvado ao vento - leonor

À cerca de quinze dias ofereci-me (finalmente) uma máquina fotográfica digital, tecnologia essa que tardava em entrar na minha vida. Enfim, a tecnologia até vai fazendo parte do meu dia a dia, mas a minha aptidão para lidar com ela, essa demora algum tempo a ter diferenças significativas. Assim, e carregando sempre no mesmo botão, digo eu, ora tiro fotografias, ora me sai um vídeo… Foi o que aconteceu neste caso:))
Mas também, quem é que perde tempo a ler manuais de instrução??? Foi uma dúvida que sempre tive…

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Prevendo o descanso

E com o aproximar do fim de semana, nada como olhar para o Eusébio e Amália no Oceanário de Lisboa e prever o que poderemos nós fazer também.

Bom descanso!

oceanrio de lisboa - amalia e eusebio -

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Selecção Musical

E para hoje, um registo apropriado ao dia: Nuages de Django Reinhardt

Aqui fica!

O Futuro dos Livros

Neste mundo onde se procura cada vez mais a literacia, mas também onde o acesso à informação nem sempre se coaduna com as posses financeiras de cada um, eis uma novidade a merecer nossa atenção: os Books on Demand

Já a funcionar na Biblioteca da Universidade do Michigan, a Espresso Book Machine, cujo funcionamento podem ver no video lá em baixo, permite imprimir e encadernar um qualquer livro existente no acervo da Biblioteca, desde que esse livro já não exista no mercado ou já não seja detentor de direitos de autor.
O manancial de livros é assim enorme, tendo a Biblioteca investido na sua digitalização, e as vantagens para os utilizadores, essas são óbvias. O futuro dos livros também passa certamente por aqui.

Uma notícia retirada do Sphere Project

Máquina em funcionamento

domingo, 26 de outubro de 2008

Memórias


Desde que li o post A Memória das Prisões, do Tomás Vasques, que tenho pensado (mais do que é costume) sobre as memórias da nossa história recente.

Já tinha, de facto, lido no jornal a intenção de transformar o antigo Forte de Peniche em Pousada, mas, tendo estado há pouco tempo no núcleo museológico ali existente em memória nos presos políticos que por lá passaram, tenho alguma dificuldade em compreender como se articulará uma Pousada como uma memória daquele tipo.

O movimento cívico Não Apaguem a Memória não tardou a tomar uma posição e, num comunicado à imprensa, criticou o que considera ser mais uma memória que se apaga. E, de facto, o que resta do projecto de resolução para criação de um Roteiro Nacional da Liberdade e da Resistência, memória da resistência em prol da liberdade e da democracia? O projecto do museu na Cadeia do Aljube?

Ficam, sem dúvida, as memórias documentais, existentes nas bibliotecas e arquivos, os projectos de investigação. Mas, quer para quem fez a passagem entre os dois regimes, quer para as gerações nascidas após o 25 de Abril, não seria mais benéfico o reconhecimen
to e estudo desse período da nossa história?

Não estando exactamente à espera de uma proposta à la Baltasar Garzón, resta-me aguardar por novos desenvolvimentos do projecto de Roteiro. E lembrar Memórias.
Como as relatadas em Por Teu Livre Pensamento. Histórias e memórias de 25 ex-presos políticos portugueses, de todas as áreas. Um notável trabalho de pesquisa documental e fotográfica, a que se acrescentam as fotografias actuais tiradas por João Pina. Os textos são de Rui Daniel Galiza. Vale a pena ver e ler.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Falar

Ter amigos é assim. Permite-nos ter dias caladinhos, mas também "acontecerem" aqueles dias em que pomos a conversa em dia. Ou simplesmente dias em que estamos com os nossos amigos a conversar sem nos preocuparmos com mais nada.
São dias que dão vontade de falar... e ouvir. E ainda bem que existem:))
A ilustração essa é de Bernardo Carvalho, o texto de Isabel Minhós Martins, no Um Livro para todos os Dias, da editora Planeta Tangerina.
Boas conversas!

Arqueologias

do saber e do escrever... neste caso a letra A

Ainda alguém se lembra de como foi ensinado a escrever/desenhar alguma letra??? Ou neste caso mais preciso a letra A ???

Pois o desenho das letras foi evoluindo ao longo dos tempos, de acordo com influências várias. Mas o estudo do seu ductus foi sempre essencial para a compreensão da feitura de cada letra. E compreender como se faz uma letra é meio caminho andado para a conseguir fazer / ler, o que para quem tem de as "decifrar" é essencial...
Leituras à parte, aqui ficam com uma evolução (rápida) da letra A









quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Filosofemos


Ontem, ao ler o Público, retive a minha atenção na crónica de Desidério Murcho, com este título. Numa época em que, não poucas vezes, não se reflecte ou pensa tanto quanto se deveria, não poderia estar mais de acordo com a frase "Mais vale filosofar mal do que não filosofar de todo em todo. " que a termina.
Quanto à crónica propriamente dita, essa podem lê-la aqui.

Ilustrando



Blogando por aí, encontrei na Trama uns desenhos de que gostei. Com mais uns cliques, cheguei ao blog da Maria Eugénia, artista por eles responsável.
Se o tema da música fácil e logicamente me seduziu, percorrendo as imagens disponíveis verifiquei que Maria Eugénia é um nome a ter em conta na aquisição de livros ilustrados.

Aqui ficam alguns, todos eles disponíveis para que façamos nós próprios as nossas próprias histórias...



terça-feira, 21 de outubro de 2008

Arte e Finanças



Ou de como entrar num Banco (o BES, neste caso) e não pensar em dinheiro. Nem no nosso, nem no dos outros… ou da crise mundial:))

Já tinha ouvido falar, mas ainda não tinha ido ver. E é uma agradável surpresa. No Marquês do Pombal, o BES tem uma zona chamada Arte & Finanças onde, para além de expor a Colecção de Fotografia Contemporânea do Banco (e já não é pouco), se pode ainda ter livre acesso à Internet, beber um café, tomar uma refeição, ou simplesmente estar…

Depois de uma pausa para café, há que ver a primeira Exposição: 32 fotografias dispersas entre os dois pisos, tanto de autores portugueses como estrangeiros. Algumas muitíssimo interessantes...
Um espaço a descobrir e certamente para estar atento e voltar!

Arquivos, conservação e acesso


“A perda de antigos documentos, quanto ao passado, era já immensa, e podia prever-se qual seria quanto ao futuro, conservando-se as cousas no estado em que se acham. Convencida que fazia um bom serviço ao paiz aconselhando o Governo a que conservasse no Archivo geral do reino os documentos chamado-os a Lisboa, depois de examinados e utilisados litterariamente, a Academia não hesitou em fazê-lo(...)"
Se a prosa de Alexandre Herculano é datada (1857) e a descrição do estado dos Arquivos, neste caso Eclesiásticos, também, mas que neste caso era essencial para o levantamento que a Academia das Ciências fazia para a publicação dos Portugaliae Monumenta Historica, a necessidade de conservação, descrição e acesso aos Arquivos, essa mantém-se, é claro.
Sejam eles compostos por papeis, documentos electrónicos ou qualquer outro suporte. Caso contrário, temos apenas montes de documentos, como na fotografia. Inúteis.