domingo, 31 de agosto de 2008

A arte e história da comida




































Nos dias de hoje em que o fast food impera e os nossos restaurantes não estão especialmente atentos à ligação da comida e arte, que não seja a nouvelle cuisine, aqui têm um livro original: Os Menus em Portugal de Isabel Drumond Braga.
Através da colecção da autora, ficamos a conhecer, não só quem era objecto de determinado evento, onde era servida a refeição, como também o que se comia e bebia, e isto de 1874 a 1945.
Festas, casamentos, recepções, reuniões de médicos, de crianças, aniversários, alguns com apontamentos e indicação das pessoas presentes, os Menus revelam-se uma fonte interessante para este tipo de informação e história, onde muito haverá ainda por fazer.
Mas, e para além disso, também são exemplos de imaginação e arte (uns mais bem conseguidos que outros).
Aqui vos deixo alguns exemplos.

Selecção Musical



E está na hora de passarmos registos musicais mais actuais: aqui fica Noche de Ronda (Night of Wandering) de Charlie Haden, com Gonzalo Rubalcaba no piano e Ignacio Berroa na percussão.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Novos Fados

E entretanto, não resisto a deixar aqui um registo dos Deolinda: o Fado Toninho




O video é delicioso. Se quiserem saber mais sobre os Deolinda (confesso que também não sei muito) aqui fica o site. Mas a vocalista é arquivista; só pode ser boa pessoa:))

domingo, 24 de agosto de 2008

Vencer os medos


… e não apenas os nossos…









Através de Maria e da sua bicicleta, vamos lendo (e vendo) problemas, indecisões, dúvidas, angústias muitas… mas também alguns projectos, resoluções, possibilidades de mudar.


Neste sobe e desce, vamos também tomando conhecimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, através da escrita de João Paulo Cotrim, repartida por 8 capítulos, correspondentes aos 8 Objectivos. Cada um ilustrado por seu autor, e aqui ficam os seus nomes: João Fazenda, Susa Monteiro, Maria João Worm, Pedro Burgos, Tiago Albuquerque, Miguel Rocha, Rui Lacas, Alex Gozblau.




Um projecto extremamente interessante que, não se limitando a enumerar os Objectivos, nos faz percorrer o caminho simultaneamente das nossas angústias e das nossas possibilidades de fazer alguma diferença.


Tenho algumas dúvidas que os Objectivos do Milénio sejam alcançados, claro, sobretudo porque têm o horizonte temporal de 2015. Mas para quem como eu acha que a inovação social pode ser o nosso yes we can, se não fizermos alguma coisa certamente não chegamos a lado nenhum.


E para quem não sabe, aqui ficam os Objectivos do Milénio:

1 - Erradicar a pobreza extrema e a fome
2 – Alcançar o ensino primário universal
3 – Promover a igualdade de género e empoderar as mulheres
4 – Reduzir a mortalidade infantil
5 – Melhorar a saúde materna
6 – Combater a SIDA, a malária e outras doenças
7 – Garantir a sustentabilidade ambiental
8 – Fortalecer uma parceria global para o desenvolvimento


O livro (e as suas questões) esse vale imenso a pena.


sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Os Jogos Olímpicos
























Agora que se acabam os Jogos Olímpicos (que eu quase não vi, infelizmente), aqui ficam algumas imagens de outros passados em tempos mais recuados. O objectivo, no entanto, foi sempre o mesmo, embora as "medalhas" fossem ligeiramente diferentes.





I'm back

E nada melhor que começar por dar férias ao Sinatra.

Aqui fica assim um registo de uma senhora sua contemporânea: Marilyn Monroe em After you get what you want, you don't want it.



quinta-feira, 24 de julho de 2008

Viagens


E enquanto vou vagueando pela cidade tentando fugir ao calor, o Patas, esse, foi fazer a sua grande viagem.

Vou fazer uma interrupção, volto mais pelo fresco, depois de um (merecido) descanso.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

E entretanto no Festival de Cinema de Berlim

Aqui fica o Melhor Filme na Classe Curta Metragem

festival de berlim -

domingo, 20 de julho de 2008

Içar a bandeira branca da fadiga





E eis que, ao ler um dos contos de Jack London, também me apetece fazer o mesmo que uma das suas personagens e «içar a bandeira branca da fadiga».

segunda-feira, 14 de julho de 2008

As Beiras

" Ai Eu Coitada"

Ai eu coitada como vivo em grã cuidado
por meu amigo que hei alongado.
Muito me tarda
o meu amigo da Guarda

Ai eu coitada como vivo em grão desejo
por meu amigo que tarda e não vejo.
Muito me tarda
o meu amigo na Guarda

Afonso X

Distâncias e proximidades

e, em sábado à noite que, musicalmente não podia ser mais diverso, eis uma banda interessante: Ritchaz e Kéke, que podem conhecer melhor aqui.

Primeira parte do concerto do African Boy. para mim, foram muito mais interessantes do que a intervenção principal, até porque conheci uma nova banda de raiz lusófona, desta feita de Outorela, vocalizada em crioulo cabo-verdiano, num estilo que não sei definir por ser de várias influências, mas que acaba por ser, no âmago, canção de intervenção.



O vídeo não é nada de especial, mas a canção, essa sim, é interessante.

domingo, 13 de julho de 2008

Selecção musical

E para esta semana, uma pequena preciosidade: um registo de Frank Sinatra com a orquestra de Tommy Dorsey intitulado I haven't time do be a millionaire.
Tenham uma boa semana:)))

Olhar O Mundo



Na actual pluralidade cromática, de luminosidade, cheiros, materiais e conceitos, onde, de facto, só precisamos de estar atentos e olhar, um passeio (a pé) por outros bairros conduziu-me ao que eu procurava: a Perve Galeria, em Alfama.

O objectivo, a exposição Olhar O Mundo. Se ainda não tinham dado por ela, apressem-se, só está até dia 26 deste mês… e se vale a pena:)))

Comecei por ficar logo com os olhos presos numa Figura Feminina de Sónia Delaunay, reproduzida aqui ao lado, mas a exposição tem muito mais pontos de interesse ao longo de um percurso que acompanha uma (verdadeira) casa em Alfama; conheci pintores que não conhecia e fiquei verdadeiramente encantada com o que vi de Cruzeiro Seixas. Vale tanto a pena que não sei se lá não voltarei outra vez.


Entretanto, e para quem não conhece, aqui ficam algumas imagens que achei mais interessantes, respectivamente, Cesariny, Glenda Sburelin, Joana Concejo e, como não podia deixar de ser, a Paisagem da Alma, de Cruzeiro Seixas, onde a minha ficou mais detalhadamente.


















Seria injusto da minha parte terminar o post sem destacar a forma amável como ali fui acolhida: aqui ficam os meus agradecimentos.
As imagens são retiradas do site da Perve Galeria.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Terra incógnita / Terra descoberta / Terra a descobrir


Levada por esta fantástica imagem, eis que descobri um fotógrafo – Sérgio Santimano – e um conjunto de 28 fotografias que me levaram a viajar, neste fim de tarde menos tórrido, a essa terra vermelha, quente, acolhedora e misteriosa, que, neste caso é Niassa, Moçambique.

E soube bem:))
Nas instalações da P4, onde a Exposição permanecerá até Setembro, mergulhe também neste mundo plural onde a natureza convive com a ocupação humana, intercalada entre a guerra e a paz.


As fotografias, essas, fazem-nos viajar até lá.


Eu, por mim, viajava já para este salão de chá, mesmo sem que a imagem esteja completa (e o Sérgio que me desculpe).


Sendo pouco provável que saia do écran, qual Rosa Púrpura do Cairo, entrava eu.




segunda-feira, 7 de julho de 2008

E caminhando pelos meus próprios passos



Eis um livro que dificilmente resistiria a ler:

Se não puder dançar, esta não é a minha revolução: aspectos da vida de Emma Goldman de Clara Queiroz, da Assírio & Alvim

Não porque o nome de Emma Goldman me fosse, até então, familiar, confesso. Mas passou a ser.

«É uma mulher que acredita na sua causa e sente-a com uma intensidade concentrada. É o padrão com que mede todos os valores. Não vê no mundo mais nada que não seja o que deve ser remodelado em qualquer forma próxima do seu desejo profundo. E o que é esse desejo? Liberdade – liberdade absoluta, incondicional, não agressiva. Isso é Anarquia […]»
William Marion Reedy, 1908

«Emma Goldman “nunca reclamou direitos iguais. Comportou-se como igual” afirmou Mollie Steimer.»

«”Por uma questão de principio, porque você é Emma Goldman”, foi como um polícia uma vez lhe explicou por que a prendia.»
E, como «A revolução volta e tornará a voltar e proclamará: eu fui, eu sou, eu serei(1)», o melhor é mesmo ficarem a saber (se quiserem, claro) algo mais da vida desta interessante personagem. Uma leitura a não perder.
(1) Rosa Luxemburgo