Rondo.
Mas nem sei o que guardo, nem conheço
Quem me manda ficar de sentinela...
Sei apenas que é um crime se adormeço
E deixo de espreitar pela janela.
Rondo,
Como soldado lírico que sou.
Se é manhã,
Se é poema,
Se é luar, o que vem,
- Sabe-o quem me acordou,
Se foi alguém...
Coimbra, 27 de Janeiro de 1943
Miguel Torga
os dias, as horas, minutos, e segundos. a informação, os documentos, as escritas, os arquivos e as bibliotecas
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sábado, 18 de janeiro de 2014
domingo, 11 de janeiro de 2009
Domingo
Domingo, dia sagrado
A não sei que aspiração
De ter o corpo lavado
desta nossa condição...
Tudo a rezar pela alma
Que não tem nem pode ter...
Tudo a pedir uma calma
Que era um crime conhecer.
Parece a roda da lua
Com vontade de rodar
Na quimera de uma rua
Onde às vezes faz luar.
Miguel Torga
A não sei que aspiração
De ter o corpo lavado
desta nossa condição...
Tudo a rezar pela alma
Que não tem nem pode ter...
Tudo a pedir uma calma
Que era um crime conhecer.
Parece a roda da lua
Com vontade de rodar
Na quimera de uma rua
Onde às vezes faz luar.
Miguel Torga
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